Distrito de Santarém reforça peso no LIVRE com três eleitos e quatro moções aprovadas. Foto arquivo: DR

Os três eleitos para a Assembleia do LIVRE, órgão máximo do partido entre congressos, são Mário Barreira, de Abrantes, Natércia Rodrigues, de Tomar/Entroncamento, e Rui Simões, do Entroncamento, que já integravam o Grupo de Coordenação Local da estrutura distrital.

Além da eleição para os órgãos nacionais, membros do Núcleo Territorial Distrital de Santarém apresentaram quatro moções de caráter específico, todas aprovadas durante o XVII Congresso do LIVRE, realizado entre 10 e 12 de julho, em Sintra.

Da autoria de Natércia Rodrigues, a moção “Por uma Ciência Libertadora, Democrática e LIVRE” defende o reforço da ciência pública e critica uma visão assente na lógica de mercado, propondo que o partido promova políticas de valorização da investigação fundamental, da ciência aberta e do investimento público no sistema científico.

Natércia Rodrigues Lopes. Foto arquivo: mediotejo.net

Também com Natércia Rodrigues entre as proponentes, a moção “Pensamento regional para uma ação política mais capaz: pela ativação das Assembleias Regionais do LIVRE” pretende reforçar a dimensão regional da organização interna do partido, propondo a regulamentação e convocação das Assembleias Regionais previstas nos estatutos, para melhorar a articulação política entre diferentes territórios.

A moção “Por uma Assembleia do LIVRE Representativa de todas as Regiões”, apresentada por Rui Simões, propõe uma reflexão sobre o modelo de composição da Assembleia do partido, com o objetivo de assegurar uma representação territorial mais equilibrada, incluindo o interior, as regiões autónomas e a diáspora.

Rui Simões. Foto: DR

Já a moção “Revolução na Educação”, apresentada por Mariana Campos Flor, de Santarém, propõe que o partido promova um debate alargado sobre o futuro da escola pública, defendendo uma reforma centrada na participação democrática, na valorização dos profissionais, na autonomia das escolas e numa educação orientada para a igualdade, a sustentabilidade e a cidadania.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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