Congresso da Sopa renovou tradição com 36 sopas em degustação. Foto: Zé Paulo Marques

O Congresso da Sopa, que começou há mais de três décadas em Tomar e é pioneiro na consagração deste prato como destino gastronómico em Portugal, regressou no sábado ao Parque do Mouchão, com 36 variedades de sopa, da responsabilidade de 25 entidades participantes, entre restaurantes e associações.

O evento, como habitualmente, apresentou sabores para todos os gostos, desde os clássicos como o caldo verde, canja ou sopa da pedra, até propostas mais arrojadas e originais, entre as quais creme de abóbora aromatizado com canela e cravinho,  sopa de legumes com sementes de girassol, sopa medieval de urtiga ou sopa de lentilhas e gengibre.

O elogio da sopa como “prato-mãe” da cozinha portuguesa e um dos alimentos “mais benéficos” para a alimentação está no centro do “Congresso” que decorre há 31 anos em Tomar, destacou ao mediotejo.net o presidente do município de Tomar, Hugo Cristóvão.

ÁUDIO | HUGO CRISTÓVÃO, PRESIDENTE CM TOMAR:

Lista completa de sopas AQUI. Este ano o evento teve o município de Oleiros como convidado.

Bento Baptista, médico e acérrimo defensor da sopa como base essencial da alimentação, foi o mentor do Congresso da Sopa em Tomar, iniciativa que “pôs Portugal a comer sopa” e cujas iniciativas similares começaram a proliferar um pouco por todo o país.

Para a organização, a sopa faz parte de uma alimentação equilibrada, tipicamente mediterrânica, afastando-se das dietas hipercalóricas dos países frios do Norte da Europa e da “fast-food” americana.

Tomar, por se encontrar no Centro do país, acaba por sofrer influências, também ao nível da gastronomia, do Norte e do Sul do país.

O primeiro, de influência celta, com muitas proteínas, carnes, gorduras, grão, feijão, e o segundo, de influência árabe, mais aromática, mais leve, à base de caldos e pão, não faltando ainda a tradição dos concelhos ribeirinhos, com sopas confeccionadas com peixe do rio.

Parte das receitas de bilheteira (excetuando os resultados da venda de kits), até um montante máximo de cinco mil euros, é sempre entregue ao Centro de Integração e Reabilitação de Tomar (CIRE), entidade associada ao Congresso da Sopa desde a primeira edição.

 A entrada no evento, sem kit, foi de 2 euros para crianças até aos 12 anos e de 5 euros para adultos. Já o kit Congresso da Sopa, ao preço unitário de 4 euros, integra um copo, uma colher, guardanapo e uma tijela, que podem encher as vezes que quiserem. Além das sopas, há sempre vinho à discrição, de produtores-engarrafadores do concelho, água, pão e café.

Existem vários kits, com vários valores disponibilizados a quem quiser participar.

O evento é uma organização do Município de Tomar, em parceria com o CIRE, e conta todos os anos com o apoio de várias empresas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente na freguesia de Sabacheira, Tomar, militar na reforma, amante da arte da fotografia, gosta de retratar atividades culturais e desportivas para fazer a sua divulgação, colaborando com vários meios na imprensa local. É um amante inveterado dos animais, da natureza, do silêncio e da leitura.

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