Investigadores do MARE alertam para efeitos nocivos de espécies invasora no Tejo, caso do siluro, ou peixe gato. Foto: DR

Num projeto financiado pelo Fundo Ambiental, o Instituto Politécnico de Santarém, através da Escola Agrária, promove, em parceria com o Clube de Pesca “Pica e Puxa”, uma competição inovadora de pesca desportiva no rio Tejo, composta por três provas. No domingo, dia 2 de março, será realizada em Tancos, Vila Nova da Barquinha, a primeira das provas dirigida à captura do peixe-gato europeu (Silurus glanis). As inscrições estão abertas, sendo que, em abril, as zonas de pesca serão em Pinheiro Grande (Chamusca), no dia 6, e na Ribeira de Santarém, no dia 27.

Com esta iniciativa, pretende-se demonstrar que os pescadores lúdico-desportivos da região podem contribuir para o controlo populacional desta espécie exótica invasora no rio Tejo. Também se pretende sensibilizar para os impactos da presença desta espécie nos ecossistemas dulçaquícolas e, ao mesmo tempo, promover formas sustentáveis para o seu aproveitamento.

A competição terá início logo pela manhã, com a concentração dos participantes às 07h30, seguida do sorteio dos pesqueiros às 07h45. E a saída para os locais de pesca às 08h00. A prova decorrerá entre as 09h30 e as 13h30, altura em que os participantes regressarão ao ponto de encontro para um momento de convívio com degustação de pratos confecionados com o peixe-gato-europeu, ao mesmo tempo que decorrerá a cerimónia de entrega de prémios.

Além da componente desportiva, contar-se-á com uma demonstração culinária ao vivo conduzida pelo chef Bruno Dias, do restaurante “O Castelo”, de Belver.

Após a captura dos exemplares adultos de peixe-gato-europeu, os participantes poderão assistir à preparação e confeção deste peixe, uma iniciativa que pretende evidenciar o seu potencial gastronómico e promover alternativas sustentáveis para o aproveitamento da espécie invasora.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply