Concerto de música sefardita este domingo na Sinagoga de Tomar

A Sinagoga de Tomar recebe este domingo um concerto de música sefardita com o grupo Uwlifira (oliveira) em que o mote é o “mistério da música ibérica”, com as influências portuguesas e espanholas, mas também com misturas do Norte de África e de Israel. O espetáculo, de entrada livre, tem início às 15h30.

Com organização da Associação Canto Firme, os Uwlifira apresentam-se em palco com Ana Sofia Saraiva (fídula e viola de arco), Francisco Viana (contrabaixo e percussão), Carlos Ferreiro (rabeca, violino e voz), César Viana (oud, harpa e voz), e Paulo Serafim (flautas, percussão e voz).

O programa musical dos Uwlifira é construído a partir da música sefardita, tanto as canções da diáspora – mais próximas de modelos orientais -, como as versões do romanceiro ibérico – mais próximas do repertório peninsular -, onde se encontram “misteriosos vestígios em fontes do Norte de África e Israel”.

Estas canções e romances estabelecem um diálogo com música de outras culturas que com elas conviveram ao longo dos séculos, partilhando inúmeras características e influências, em particular a música trovadoresca ibérica, as canções folclóricas portuguesas e espanholas e as moaxahas árabe-andalusas, refere a organização, em nota de imprensa.

O grupo Uwlifira (oliveira) “busca um estilo de performance que vá ao encontro dos elementos comuns que existem entre estes repertórios, tendo em conta tanto a extraordinária riqueza das tradições orais que os fizeram chegar até nós, como as fontes teóricas cristãs e muçulmanas que permitem tomar opções musicais fundamentadas”, bem como enquadrar estes repertórios nas dinâmicas históricas dos mundos ibérico e mediterrânico ao longo dos séculos.

SERAFIM FINAL

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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