Associação de Reformados e Junta de Freguesia de Tramagal avançam com ensino do português à comunidade estrangeira. Foto: mediotejo.net

Os estrangeiros residentes e trabalhadores imigrados em Tramagal vão passar a ter acesso ao ensino de português, língua de acolhimento, em cursos ministrados pela Universidade da Terceira Idade de Tramagal (UTIT), segundo um plano conjunto entre a ARTRAM/UTIT e a junta de freguesia local.

“Temos assistido na freguesia, nos últimos anos, a fluxos migratórios diferentes, com a chegada de estrangeiros que vêm para Tramagal e para as freguesias limítrofes residir, caso do ingleses, alemães, holandeses e franceses, e, por outro lado, para trabalhar, com a chegada de muitas pessoas da Ásia, nomeadamente da Índia, Paquistão e Bangladesh, sendo importante para a sua integração o domínio da língua portuguesa”, disse ao mediotejo.net o presidente da junta de freguesia de Tramagal.

Segundo António José Carvalho, se a UTIT já “tinha a ideia de lançar aulas de português para os estrangeiros que vieram residir” para a região, na maioria reformados, por outro lado, em paralelo, a junta de freguesia, atenta a outra realidade, estava a pensar em dinamizar essa oferta formativa para a comunidade estrangeira aqui a trabalhar, com a perspetiva de maior inclusão dessas comunidades na nossa sociedade. Coincidimos no projeto e decidimos avançar com as aulas em conjunto”, declarou.

ÁUDIO | ANTÓNIO JOSÉ CARVALHO, PRESIDENTE JF TRAMAGAL:

A Universidade da Terceira Idade de Tramagal, que pertence à Associação de Reformados de Tramagal (ARTRAM), ministra as aulas e desenvolve as suas atividades normalmente na sede da ARTRAM, sendo que, com este projeto, as aulas de português para estrangeiros decorrem na junta de freguesia.

As aulas de português realizam-se desde 22 de outubro deste ano, sempre às terças-feiras, em horário pós laboral, na sede da junta de freguesia de Tramagal, sendo gratuitas e abertas a toda a comunidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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