Na foto, o novo Comandante da Esquadra Policial de Abrantes (à esquerda) durante a apresentação de cumprimentos ao presidente da Câmara de Abrantes, acompanhado do Comandante Distrital de Santarém da PSP, Superintendente Luís Serafim, e da Comissária Ana Menino (que desde 2023 estava à frente da Esquadra da PSP de Abrantes). Foto: CMA

A esquadra da PSP de Abrantes passou a estar sob o comando do comissário Paulo Faria, rendendo no cargo a comissária Ana Menino. O novo comandante da PSP apresentou cumprimentos ao presidente da Câmara Municipal esta semana, ocasião em que o autarca aproveitou para enaltecer o trabalho desenvolvido e relembrado o processo em curso para instalação de um sistema de videovigilância na cidade. Ainda esta semana, tomou posse o Conselho Municipal de Segurança.

O autarca Manuel Jorge Valamatos deixou o desejo de maiores felicidades e sucessos no desempenho das suas funções ao Comissário Paulo Faria, extensivo a todo o efetivo da esquadra policial, e aproveitou na reunião de Câmara desta terça-feira, 1 de outubro, para deixar “um agradecimento sentido a todos os homens e mulheres que prestam este serviço público de segurança, extensivo obviamente ao corpo da GNR, que todos os dias nos protegem e nos defendem em todo o nosso território”.

Relevando a relação de colaboração institucional, Manuel Jorge Valamatos aproveitou para recordar o processo de instalação de câmaras de videovigilância “no centro histórico e noutros pontos da cidade, numa primeira fase, para corresponder e colaborar com a PSP valorizando o sentimento de segurança que precisamos todos de ter”.

“O trabalho está a ser feito e queremos acreditar que vai ser célere e em breve teremos o centro histórico, o Jardim do Castelo, o Aquapolis, o Parque Urbano de São Lourenço, as praças, e um conjunto de sítios com videovigilância, para permitir esse maior sentimento de segurança e constituir uma ferramenta de apoio à PSP”, declarou.

Foto: CMA

O autarca deixou ainda um reconhecimento ao “trabalho absolutamente extraordinário que a Sra. Comandante Ana Menino fez”, frisando “o sentimento que deixa em todos nós de grande competência, de grande capacidade”.

“Quero-vos confessar que a Sra. Comandante Ana Menino quando entrou ao serviço, uma jovem, mulher, deixava no ar algum sentido de fragilidade e eu sempre estive com ela para contrariar esse pensamento. Uma jovem, uma mulher, é o momento certo para agarrar com grande determinação esta sua missão, e fê-lo”.

“Deixou um rasto de grande competência enquanto mulher, enquanto jovem, e é assim que se faz, e é assim que construímos um novo mundo. É com esta afirmação, e a Sra. Comandante Ana Menino deixa esse reflexo que é preciso acreditar nos jovens, é preciso acreditar nas mulheres, e que somos todos iguais e que somos todos importantes. Deixa aqui um trabalho absolutamente notável e eu tive oportunidade de falar ao Sr. Subintendente Luís Serafim disto mesmo e disse que iria deixar este agradecimento público à Comandante Ana Menino por todo o trabalho que fez e desejar ao novo comandante que faça um trabalho extraordinário”, afirmou o presidente de Câmara.

“Precisamos de todos os homens e mulheres que aqui trabalham [nas forças de segurança] motivados e mobilizados para servir a nossa comunidade. Deixo agradecimento à PSP e à GNR e a todos os homens e mulheres que trabalham para nos garantir a segurança, para nos proteger a todos. Muito obrigado”, terminou o edil.

Foto: CMA

O Conselho Municipal de Segurança de Abrantes tomou posse na quarta feira, 2 de outubro, perante o executivo da Câmara Municipal, numa sessão que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal António Botto.

De destacar o facto de o regulamento do Conselho Municipal de Segurança ter sido “recentemente revisto”, por força da atualização da lei que regula este órgão, “com o intuito de imprimir uma nova dinâmica ao seu funcionamento, tornando-o mais interventivo nas estruturas locais de segurança”.

Entre as alterações consta a mudança na composição do conselho, que “passou a integrar representantes das áreas cultural e desportiva, do sistema educativo e das estruturas integrantes da rede nacional de apoio às vítimas”.

Por outro lado, as reuniões do Conselho Municipal de Segurança “passam a contemplar um período aberto aos cidadãos, promovendo a participação ativa da sociedade civil na resolução dos problemas relacionados com a segurança pública”.

“Com as alterações introduzidas, o conselho passará a funcionar num formato alargado e num formato restrito, para maior agilização no desenvolvimento das suas competências, bem como dotar o conselho de competências próprias em áreas que requerem empenho e coordenação de diferentes entidades, designadamente no que concerne aos modelos de policiamento de proximidade”, pode ler-se em informação da autarquia.

O órgão é constituído pelo presidente da Câmara (que preside ao órgão) ou o vereador com competência delegada; o vereador responsável pelo acompanhamento das questões de segurança; o presidente da Assembleia Municipal; os presidentes das juntas de freguesia; um representante do Ministério Público da Comarca; os comandantes das forças de segurança com competência na área territorial, nomeadamente, da PSP e da GNR; os responsáveis pelo serviço municipal de proteção civil e pela corporação de bombeiros; três representantes das entidades com atividade no setor de apoio social, cultural e desportivo; um representante dos estabelecimentos de ensino público e privados; um representante dos setores económicos com maior representatividade; um representante das estruturas integrantes da rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica situadas no município e um representante, da área do município, das organizações no âmbito da segurança rodoviária.

Refira-se que o Conselho Municipal de Segurança é “uma entidade de âmbito municipal de natureza consultiva, de articulação, informação e cooperação, que constitui um meio de participação institucional de organismos públicos e de parceiros sociais na promoção dos objetivos de garantia de inserção social, de segurança e de tranquilidade das populações”, recorda a autarquia.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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