Celulose do Caima em Constância (Foto: DR)

De ano para ano, a região do Médio Tejo tem vindo a aumentar mais as exportações do que as importações, conforme confirmam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

É certo que, de 2014 para 2015, as exportações aumentaram mais do que de 2015 para 2016, mas, paulatinamente, o crescimento do comércio internacional continua.

Em 2016, nos 13 concelhos do Médio Tejo as importações aumentaram 51.989.133 euros enquanto as exportações aumentaram 25.577.876 euros. Apesar destes números, as empresas da região exportam mais 86.320.602 euros em bens do que importam.

Abrantes continua a liderar as exportações, seguido de Torres Novas e Constância e tal deve-se ao funcionamento nestes concelhos de grandes empresas como a Mitsubishi no Tramagal (Abrantes), a Renova em Torres Novas e a Caima em Constância.

No ranking das importações, o concelho com o maior volume continua a ser Alcanena, seguido de Abrantes e Torres Novas.

De acordo com os dados do INE, Vila de Rei não exportou qualquer bem em 2016. O segundo concelho com menor volume de exportação é o Sardoal, município no fim da tabela das importações.

De notar que cerca de 77 por cento dos produtos importados pelas empresas da região vem de países da União Europeia. De igual modo, 73 por cento dos bens exportados têm como destino países da Europa.

Comércio Internacional no Médio Tejo – 2016

Município Importações (€)

 

Exportações (€)

 

Abrantes 172 610 840 256 492 804
Alcanena 283 384 529 123 242 284
Constância 40 206 912 170 074 011
Entroncamento 14 171 489 8 833 414
Ferreira do Zêzere 8 344 870 5 857 262
Mação 3 531 290 1 022 322
Ourém 84 167 099 66 073 408
Sardoal 344 7 585
Sertã 10 608 290 18 685 382
Tomar 8 696 059 34 461 983
Torres Novas 122 990 764 151 248 316
Vila de Rei 84 229 0
Vila Nova da Barquinha 1 248 629 367 175
Total Médio Tejo 750 045 344 836 365 946

Fonte: INE

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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