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À “costa dos murmúrios” chegou a informação.  Os números são o que são porque são nossos amigos. Tudo estava controlado e não havia, por isso, motivos para preocupações. Mas, sem motivos nem explicações, algo se descontrolou e provocou “a queda de um anjo”. Faltando saber qual, mas sabendo que seja ele qual for, sofremos todos. “Gente feliz com lágrimas” porque é assim que tem que ser e é esse o sentimento que forja os vencedores.

Perguntar não ofende. Sempre o ouvi dizer. Percebo agora que não é bem assim. Perguntar ofende e é considerado ofensivo por alguns e algures entre “a cidade e as serras”. E as mesmas propostas que ontem foram criticadas, são hoje aplaudidas pelos discípulos que “ensaiam a cegueira e se afastam da lucidez”.

Não se lê tudo porque já não se lê nada. E um título, mesmo que não induza em erro, que diga muito ou que seja um clássico da literatura, estará sempre demasiado longe de contar a história toda.

Tempos de “desassossego” repletos de desonestidade intelectual onde se reproduzem os comentadores de títulos. A norma defende o pensamento único que roça uma ditadura porque quem ousa pensar diferente, é uma “aparição” que se transforma num alvo.

Há os comentadores reais que fazem tocar os sinos para um toca a reunir e atrair os seus rebanhos para condicionar quem vier comentar a seguir. E há aqueles que existem sem existirem. Os virtuais que por trás da sua falsidade atacam sem moderação e que colocam em prática o pior das estratégias mais sujas.

Diziam-me por estes dias que a luta é inglória. A frase é batida e todos sabemos o que vem a seguir. Aquilo que eu também sei, é que vale a pena. Está de facto a valer a pena. E enquanto assim for, o sentimento é de missão cumprida, consciente que ela nunca estará cumprida. Uma missão que vai sendo cumprida todos os dias. Ultrapassando obstáculos e seguindo o seu caminho imune às provocações. E assim continuará. Porque é assim que se faz história e é assim que se fica na história. E mesmo que haja “mau tempo no canal”, a luta nunca será inglória para quem não anda à procura da glória.

O tempo colocará tudo no seu sítio. Não será hoje nem será amanhã… mas “Roma e Pavia também não se fizeram num dia”. E a paciência será sempre o grande trunfo de todos aqueles que não têm nada a perder.

São as dificuldades que motivam e os ataques funcionam como elegias ou odes ao reconhecimento. Tudo o que se vai observando mostra que a “peregrinação” tem caminho para andar. Com foco no objetivo, seguindo-o sem dar importância aos cães que ladram, porque no fundo, são eles a prova que dão justificação às “viagens na minha terra”.

Vasco Damas

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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