Comandante do Médio Tejo lidera missão portuguesa nos incêndios de Espanha. Foto: ANEPC

A Força Operacional Conjunta (FOCON) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) foi enviada para Espanha na sexta-feira, 25 de julho, ao abrigo do protocolo bilateral de ajuda mútua em matéria de proteção civil celebrado entre Portugal e Espanha.

Segundo a ANEPC, os operacionais portugueses mantêm-se empenhados, de forma ininterrupta, nas operações de combate aos incêndios rurais que afetam a província de Ávila, atuando em estreita articulação com as autoridades espanholas no combate às chamas e na proteção das populações.

A missão, chefiada por David Lobato, integra 128 operacionais da Força Especial de Proteção Civil da ANEPC, dos Corpos de Bombeiros Voluntários da Sub-região de Beiras e Serra da Estrela e da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR. O Exército Português reforçou ainda a operação com o envio de 500 rações de combate da sua reserva.

O incêndio de Ávila é considerado o maior de que há registo em Espanha, tendo já consumido cerca de 40 mil hectares. Os fogos que afetam as regiões de Ávila, Madrid e Toledo levaram, na passada semana, à declaração da situação de emergência nacional pelas autoridades espanholas.

Esta terça-feira, o Conselho de Ministros de Espanha declarou zonas de catástrofe os territórios afetados pelos grandes incêndios das últimas semanas, que provocaram 13 mortos e obrigaram à retirada ou confinamento de mais de 90 mil pessoas. Segundo o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, permanecem ativos oito grandes incêndios no país, onde já arderam este ano cerca de 170 mil hectares.

A participação de David Lobato nesta missão representa a segunda operação internacional recente envolvendo o comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo.

Nas últimas semanas, o segundo-comandante sub-regional, João Pitacas, integrou a missão portuguesa enviada à Venezuela para apoiar as operações de proteção civil na sequência do sismo que atingiu aquele país, voltando agora o comando do Médio Tejo a assumir responsabilidades num cenário internacional de elevada complexidade.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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