Incêndio em habitação em Tomar provoca um morto e um ferido ligeiro. Foto arquivo: Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)

As estradas da região do Médio Tejo, na Barquinha e em Ourém, foram hoje palco de duas ocorrências trágicas num intervalo de cerca de 12 horas, resultando num balanço pesado de quatro mortos, três feridos graves (incluindo uma criança) e um ferido ligeiro.

O acidente mais recente ocorreu ao início da tarde, por volta das 12h23, em Vila Nova da Barquinha. Duas pessoas perderam a vida na sequência de uma colisão frontal entre duas motas na EN3, precisamente na reta junto às bombas de combustível da Repsol. Refira-se que o embate aconteceu numa zona onde a velocidade está limitada a 50 km/h.

À chegada dos bombeiros, ambas as vítimas encontravam-se em paragem cardiorrespiratória. A gravidade da situação levou ao acionamento do helicóptero do INEM, que chegou a aterrar no Parque Ribeirinho para proceder à evacuação de um dos feridos. Contudo, apesar dos esforços das equipas médicas, a vítima acabou por falecer ainda no local antes de ser transportada.

No socorro estiveram empenhados 26 operacionais e 10 viaturas, tendo o trânsito na EN3 sido desviado para o interior da vila durante as operações.

Horas antes, a madrugada já tinha sido marcada pelo luto em Ourém. Às 02h28, uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras no IC9, no troço entre Alburitel e Ourém, causou a morte de duas mulheres.

O alerta mobilizou um contingente reforçado de 39 operacionais e 15 viaturas. À semelhança do acidente da Barquinha, as vítimas mortais foram encontradas em paragem cardiorrespiratória pelas equipas de emergência.

Deste embate resultaram ainda quatro feridos: três em estado grave – entre os quais se encontra uma criança – e um ferido ligeiro. As vítimas sobreviventes foram assistidas no local e transportadas para as unidades hospitalares de Leiria e Abrantes.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional do Médio Tejo, as circunstâncias que levaram a estas duas colisões frontais estão agora sob investigação das autoridades.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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