‘Coletivo Guarda Rios’ com residência artística e de investigação no rio Alviela. Foto: Coletivo Guarda Rios

O coletivo Guarda Rios dedica-se à investigação e criação artística em torno dos territórios ribeirinhos e, nesta residência em Alcanena, vai ao encontro do rio Alviela e do sistema cársico da região, um dos maiores reservatórios de água do país.

Esta residência de criação artística está integrada no Laboratório dos Sedimentos, um dos eixos de investigação e criação em artes plásticas do coletivo Guarda Rios, que pretende desenvolver, pensar e questionar a ideia de caudal sólido, privilegiando o trabalho com sedimentos e argilas recolhidas na região.

A estadia integra a primeira sessão da Escola Rio, um projeto pedagógico e lúdico dedicado às escolas de Alcanena e Minde, onde, através de um conjunto de instalações e jogos, se exploram, com os alunos, questões relacionadas com a água, a vida na terra e os ecossistemas ribeirinhos.

Participam nesta residência os seguintes artistas: António Júlio Duarte (Fotografia), Mingyu Wu (ceramista), Marta Castelo (ceramista), João Ferro Martins (Artes Plásticas) e Ewelina Rosinska (Cinema).

O projeto resulta de uma parceria com o município de Alcanena, Rios Livres – Geota e a Materiais Diversos e conta com o apoio financeiro da Direção-Geral das Artes/ Ministério da Cultura.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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