O Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, recebeu no dia 25 de abril uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal evocativa do Dia da Liberdade, num momento marcado pela forte adesão da comunidade e pela reflexão sobre o percurso democrático local.
A cerimónia teve como ponto central a exibição do documentário “Construir o Caminho da Democracia – 50 Anos de Poder Autárquico”, que reúne testemunhos de várias figuras ligadas ao poder local no concelho. Entre os intervenientes surgem nomes como Américo Manso Marques, Luís Marcelino, José Mendes e António Pena Jorge, num retrato coletivo da construção da democracia ao nível municipal.
A sessão abriu com a intervenção do presidente da Assembleia Municipal, João Tenreiro, seguindo-se as participações dos representantes das diferentes forças políticas com assento no órgão.
Mário Matos (IND.N), Alexandre Antunes (J.V.), Daniel Santos (CDS/PP), Paulo Macedo (CDU), Nuno Ribeiro (Chega), Sara Costa (PS) e Vera Bártolo (PSD) trouxeram à discussão diferentes perspetivas sobre o legado de Abril e os desafios atuais da governação local.
O presidente da Câmara Municipal, Tiago Carrão, encerrou o ciclo de intervenções, sublinhando a atualidade dos valores de Abril. Numa mensagem dirigida à comunidade, destacou “a importância da liberdade, da democracia, da participação e da igualdade”, reforçando o compromisso com o futuro e com a continuidade de um poder local próximo dos cidadãos.




A sessão terminou com a entoação do Hino Nacional, num ambiente marcado pelo respeito institucional, pela memória histórica e pela reafirmação dos princípios que continuam a orientar a vida coletiva.
Para além da sessão solene, o programa comemorativo em Tomar integrou outras iniciativas culturais e comunitárias, reforçando o caráter participativo das celebrações. Na véspera, por exemplo, decorreu a inauguração da 6.ª edição da Fábrica das Artes, um evento promovido pelo município que trouxe atividades culturais à cidade, envolvendo diferentes públicos e expressões artísticas.
À semelhança do que acontece um pouco por todo o país, as comemorações do 25 de Abril em Tomar inserem-se num movimento mais amplo de celebração da liberdade, que inclui sessões solenes, iniciativas culturais e momentos de participação cívica, reforçando a memória coletiva da Revolução dos Cravos e a sua relevância contínua na sociedade portuguesa.




Num ano em que se destacam os 50 anos do poder autárquico democrático, Tomar voltou assim a afirmar-se como um palco de memória e reflexão, onde o passado e o presente se cruzam na construção de um futuro assente nos valores de Abril.
