CIM Médio Tejo integra projeto europeu de adaptação às alterações climáticas - RESIST. Foto: DR

O território da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo é uma das sub-regiões participantes no projeto europeu RESIST, um projeto de investigação e inovação de adaptação às alterações climáticas que envolve 56 entidade de 15 países. No Médio Tejo, o foco está no desenvolvimento de soluções para uma gestão mais eficaz da floresta, de forma a reduzir os efeitos das alterações climáticas na região, mais concretamente no que respeita à ocorrência de grandes incêndios rurais.

A iniciativa, que conta com a participação de 56 entidades (de 15 países), contempla um investimento total de 26 milhões de euros (mais de 5,6 milhões de euros para Portugal).

O projeto europeu RESIST– Regions for climate change resilience through Innovation, Science and Technology -, cujo evento de lançamento decorreu em janeiro, em Coimbra, financia projetos demonstradores no âmbito da missão de adaptação às alterações climáticas do programa Horizonte Europa da Comissão Europeia.

Com o objetivo de acelerar a transformação e aumentar a capacidade de adaptação de 12 regiões europeias vulneráveis às alterações climáticas, o projeto RESIST prevê o desenvolvimento de projetos demonstradores de inovação em quatro regiões e a transferência de conhecimento e soluções inovadoras para outras oito regiões.

Um dos demonstradores deste projeto será desenvolvido na Região Centro (nos territórios da Região de Coimbra e do Médio Tejo) e conta com um orçamento previsto de quase 2,5 milhões de euros.

O projeto direcionado para o Médio Tejo está focado no desenvolvimento de soluções para a promoção de uma gestão e valorização mais eficaz da floresta, de forma a reduzir os efeitos das alterações climáticas na região, mais concretamente no que respeita à ocorrência de grandes incêndios rurais.

Para tal, serão implementadas novas práticas de uso e ocupação do solo, resiliência genética e serão testadas soluções de biocircularidade dos biorresíduos verdes, através de novas formas de valorização da biomassa florestal. O objetivo final será a definição de novos modelos de negócio e formas de governação das AIGP – Áreas Integradas de Gestão de Paisagem e dos Condomínios de Aldeia, contextos nos quais o trabalho será desenvolvido.

Para além da CCDRC, que coordena, participam no desenvolvimento deste demonstrador as Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra e do Médio Tejo, o ForestWise – Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, a Associação BLC3 – Campus de Tecnologia e Inovação, a MédioTejo21 – Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul e o Instituto Politécnico de Portalegre, assim como as regiões Vesterålen (Noruega) e Extremadura (Espanha), com as quais será feita a articulação para transferência dos resultados.

O demonstrador será também acompanhado pela INOVA+, que tem um papel ativo na equipa coordenadora do projeto RESIST.

Em nota de imprensa, os autarcas do Médio Tejo referem que este “é mais um projeto diferenciador e inovador para a região”, e que “irá contribuir efetivamente para a resiliência futura das regiões no âmbito da política de adaptação às alterações climáticas, em muito promovida pela partilha e troca de experiência entre as várias regiões”.

“Todos os passos nesta matéria se traduzem em resultados positivos, com os quais só temos a ganhar, numa região como a nossa que é sempre tão fustigada com incêndios rurais”, notou.

O desenvolvimento deste projeto pode ser acompanhado AQUI através da informação que será disponibilizada na página do projeto.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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