A candidatura apresentada pela Comunidade Intermunicpal do Médio Tejo para a criação de uma nova brigada de sapadores florestais foi aprovada. A primeira brigada, constituída por três equipas e um total de 15 profissionais, será reforçada por uma segunda com os mesmos moldes, que passa a estar operacional no segundo trimestre de 2019 e focada, em primeiro lugar, na silvicultura preventiva.
A primeira brigada de sapadores florestais a ser operacionalizada no país resultou da candidatura da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM do Médio Tejo), apresentada no passado mês de fevereiro. A aprovação surgiu em maio e, nesse mês, Maria do Céu Albuquerque, presidente da CIM da Médio Tejo, assinava os termos de aceitação do contrato, em Montalegre.
Os 15 profissionais das três equipas começaram a ter formação em julho, através da Escola Nacional de Bombeiros, e a CIM do Médio Tejo recebeu no mesmo mês três viaturas para a primeira brigada. Nessa altura, já existia a possibilidade de ser criada uma segunda com a publicação do despacho em Diário da República que determinava a criação de 30 equipas de sapadores florestais no território do continente.
O concurso foi estabelecido em dois lotes, encontrando-se as comunidades intermunicipais entre as entidades admissíveis para o primeiro e a CIM do Médio Tejo concorreu, tendo recebido recentemente a comunicação da aprovação. Em declarações ao mediotejo.net, o secretário-executivo desta comunidade intermunicipal esclareceu que “fomos das poucas entidades em que a segunda brigada foi aprovada sem qualquer condicionamento”.

O plano de atividades foi apresentado esta quinta-feira, dia 29, durante a reunião do Conselho Intermunicipal da CIM do Médio Tejo e, segundo Miguel Pombeiro, “passaremos a ter um conjunto de seis equipas para atuar em todo o território”, sobretudo, ao nível da sivicultura preventiva. Os trabalhos neste âmbito englobam a criação de mosaicos, assim como as redes primária e viária, aos quais se juntam os associados “à prevenção, vigilância e primeiro combate ao fogo”.
Miguel Pombeiro acrescenta que o plano atual será complementado “com a existência da segunda brigada, que vai poder estar operacional algures durante o segundo trimestre de 2019”. À semelhança da primeira, os custos serão partilhados pelo ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e pelos concelhos da região, no último caso através da comunidade intermunicipal.
A criação da primeira brigada envolveu um protocolo com a Associação de Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação e a AFLOMAÇÃO – Associação Florestal do Concelho de Mação. No caso da segunda brigada, o secretário-executivo esclareceu que será seguido o mesmo modelo, mas que “ainda não está definido”, estando previstas reuniões de trabalho “com associações que têm know-how nesta matéria”.

Onde posso apresentar candidatura?
Cumprimentos
Bom dia, talvez junto das autarquias ou mesmo contactando a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. obrigado. bom trabalho