Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas. Foto: CMTN

A Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas, acolhe no domingo, dia 21 de junho, a apresentação do novo livro de Joana Santos. Intitulada “Murcharam as Buganvílias”, a obra reúne crónicas, memórias e outros textos da autora.

A sessão, que tem início marcado para as 16h00, está inserida em mais uma edição do ciclo “Autores de Cá”, promovendo um momento de partilha e proximidade entre a escritora, os leitores e a comunidade local.

Este é o terceiro livro de Joana Santos, que se estreou no panorama literário em 2019 com o livro de crónicas “Onde está a Camarila”, lançando no ano seguinte o romance “Prazeres”.

A sua ligação à escrita e à região conta ainda com uma colaboração de vários anos com o jornal “O Almonda” e com a assinatura de uma crónica semanal na página de Facebook “Cidade de Torres Novas”.

Natural de Borba, no Alentejo, onde nasceu a 16 de dezembro de 1953, Joana Anastácio Lopes dos Santos viveu parte da infância e adolescência em Campo Maior. Mais tarde, trabalhou em Lisboa como escriturária e no movimento sindical, licenciando-se depois em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Coimbra.

Fixou-se profissionalmente na área da formação e do ensino, tendo-se destacado como professora, formadora e diretora da Escola Profissional de Torres Novas entre os anos de 1994 e 2002. Já após a reforma, lecionou também, em regime de voluntariado, a disciplina de Língua e Cultura Portuguesa na Universidade Sénior Francisco Canais Rocha, no mesmo concelho.

Com uma vida social e cultural muito ativa na comunidade torrejana, integrou recentemente o Conselho de Administração do Montepio Nossa Senhora da Nazaré e desenvolve, em paralelo com as letras, atividade na área das artes plásticas, contando já com a participação em diversas exposições de pintura, tanto individuais como coletivas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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