Chuva provoca 64 ocorrências no Médio Tejo e vários desalojados em Abrantes. Foto: mediotejo.net

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, explicou, a meio da tarde de sexta-feira, que Abrantes era já o município mais afetado na sub-região, com 33 ocorrências registadas até às 16:00. Ao início da noite o comando sub-regional do Médio Tejo registava um total de 119 ocorrências, sendo o maior número de casos registados no concelho de Abrantes, com 42 situações, seguindo-se Sardoal, com 19, Entroncamento e Ourém (12 cada), e Torres Novas (11 ocorrências). Até às 12h00 de sábado, o Comando Sub-Regional do Médio Tejo registava 134 ocorrências relacionadas com a depressão Cláudia, sendo Abrantes o município mais afetado (45 ocorrências), seguido do Sardoal (19), Torres Novas (14), Ourém e Entroncamento (13 cada), Tomar (11), Mação (8), Alcanena e Ferreira do Zêzere (4 cada) e Constância (2). Vila Nova da Barquinha não registou ocorrências.

“Desde as 00:00 [de quinta-feira], temos 93 ocorrências, das mais diversas tipologias, com muitas inundações, desobstruções e quedas de árvores. O mais significativo continua a ser Abrantes, onde cinco pessoas foram retiradas das suas habitações devido à entrada de água, sendo três desalojados e dois deslocados”, declarou, tendo o número de ocorrências aumentado para 134, às 12h00 de sábado.

Segundo o responsável, as pessoas afetadas foram realojadas em casa de familiares, até ser possível regressarem às suas habitações. Não há feridos a registar.

No total, no Médio Tejo, o número de ocorrências passou de 64, às 11h00, para 93, às 16h00, para 109 às 20h00, e para 134 às 12h00 de sábado, com a tipologia a incidir em 49 inundações de superfícies — 27 em Abrantes e 10 no Sardoal —, 20 quedas de árvores, destacando-se Torres Novas (6), Tomar (5) e Ourém (4), e 15 movimentos de massa, cinco deles em Abrantes e cinco em Mação., disse David Lobato.

“Os danos materiais são bastantes, como foi visível durante o dia. Nas próximas horas, a previsão é que a situação se mantenha um bocadinho mais aliviada, mas ainda com vento e com chuva”, acrescentou.

Chuva provoca 93 ocorrências no Médio Tejo e três desalojados em Abrantes . Foto: mediotejo.net

Manhã conturbada com 64 ocorrências no Médio Tejo, a maioria inundações

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, explicou ao início da tarde de sexta-feira que, do total de 64 ocorrências registadas entre as 24h00 e as 11h00, Abrantes foi o mais afetado, com 26 ocorrências, seguido de Ourém, com 10, e Sardoal, com nove ocorrências.

“Desde as zero horas, temos 64 ocorrências, com muitas inundações, desobstruções e quedas de árvores. O mais significativo continua a ser Abrantes, onde se registaram dois desalojados e três deslocados devido à entrada de água nas habitações”, declarou. Segundo o responsável, as pessoas afetadas foram realojadas em casa de familiares, até ser possível regressarem às suas habitações.

“Temos 10 quedas de árvores, dois desabamentos de estruturas edificadas, cinco limpezas de via, uma operação de resgate aquático e 31 inundações”, detalhou, sublinhando que não há vias cortadas, mas várias zonas com lençóis de água e ribeiras transbordadas, especialmente em Alferrarede, em Abrantes.

ÁUDIO | DAVID LOBATO, COMANDANTE PROTEÇÃO CIVIL MÉDIO TEJO:

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, confirmou à Lusa “muitas situações críticas e de inundação de habitações”, sobretudo devido ao transbordo de linhas de água em Rio de Moinhos, Tramagal, Alferrarede, Chainça e Rossio.

“Há pessoas desalojadas, situações que nos preocupam. Estamos a fazer o realojamento através de familiares sempre que possível e, quando não é, recorremos aos nossos meios municipais de resposta”, explicou.

O autarca adiantou que não há feridos a registar, mas destacou que há “pessoas em situação de fragilidade e com bens danificados”, sendo “crítico gerir este volume de ocorrências” registadas devido à forte pluviosidade.

A Avenida António Farinha Pereira, uma das principais entradas da cidade, continua a ser um ponto crítico quando há chuvas intensas, acrescentou, referindo que o município está a trabalhar em conjunto com as Infraestruturas de Portugal “para encontrar soluções para estes locais problemáticos que se repetem há vários anos”.

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Valamatos apelou ainda à colaboração dos munícipes: “Cumpram as regras, sigam as instruções das autoridades e colaborem para minimizar os efeitos desta chuva intensa que nos está a atingir.”

A passagem da depressão Cláudia por Portugal está a fazer-se sentir com intensidade na cidade de Abrantes, onde a forte chuva que caiu durante a manhã desta quinta-feira provocou várias inundações e condicionamentos de trânsito.

Na zona de Alferrarede, a situação mais crítica registou-se na Avenida António Farinha Pereira, que ficou completamente submersa. A via acabou mesmo por ser cortada ao trânsito por volta das 10h00, com a presença dos Bombeiros, uma vez que a profundidade da água impedia a circulação de veículos. No local, vários condutores foram obrigados a inverter o sentido de marcha e a procurar alternativas para chegar ao destino, gerando algum congestionamento nas artérias secundárias.

Também na zona industrial de Abrantes, junto às empresas R.S.A – Reciclagem de Sucatas Abrantina e Hitachi Astemo, registaram-se alagamentos significativos, com as estradas parcialmente submersas. Apesar de a circulação se manter possível, fez-se de forma muito lenta e com grande cautela, devido à acumulação de água e à redução da visibilidade.

De acordo com o comandante dos Bombeiros de Abrantes, António Jesus, foram registadas várias estradas cortadas, tanto na zona urbana como na Estrada Nacional 118, e o acesso à A23, em Casais de Revelhos, chegou também a estar encerrado. As equipas de socorro retiraram quatro viaturas que ficaram imobilizadas pela força da corrente, tendo sido necessário resgatar quatro pessoas do interior das mesmas.

O responsável adiantou ainda que há pessoas desalojadas devido à subida do nível das águas, embora o número exato ainda não esteja confirmado. “Poderá chegar, em princípio, a sete pessoas”, referiu, indicando que as situações mais preocupantes se verificaram nas localidades do Tramagal, Alferrarede e na zona do Tapadão.

ÁUDIO | Comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, António Jesus

Até ao final da manhã, os bombeiros contabilizavam entre 30 e 40 ocorrências, concentradas sobretudo na zona urbana de Abrantes. As situações mais frequentes prenderam-se com inundações em garagens, habitações, áreas comerciais e também no Centro Escolar do Tramagal, que teve de encerrar devido à entrada de água no edifício.

Segundo António Jesus, a maioria das ocorrências já se encontra resolvida, quer pela ação dos bombeiros, quer pelo recuo natural das águas em algumas zonas ribeirinhas. “A água baixou junto a linhas de água e desapareceu do interior das habitações, restando agora apenas trabalhos de limpeza”, explicou.

Ainda assim, três ou quatro situações permanecem ativas, nomeadamente em Rio de Moinhos e Tramagal, estando ainda várias equipas e autobombas a trabalhar na extração de água de garagens.

O comandante acrescentou que o alerta de nível 2 deverá manter-se até dia 17 de novembro, estando os serviços de proteção civil e bombeiros “a aguardar a confirmação oficial através do comunicado final”. A depressão Cláudia deverá continuar a afetar a região nas próximas horas, com períodos de chuva intensa e vento forte, pelo que se mantêm os alertas de prevenção em vigor.

Mau tempo leva a corte de estradas no concelho de Vila de Rei

A chuva e vento forte que se têm feito sentir no território nacional (e que levaram ao aviso meteorológico de Alerta Amarelo para o distrito de Castelo Branco) criaram já condicionamentos e corte de estradas no concelho de Vila de Rei.

Ao final da manhã encontrava-se condicionado/cortado o trânsito automóvel nos seguintes locais: Penedo, Portela, Ponte da Rua da Fonte Velha, Lameirancha/ baixa do Vale Galego, Rotunda da Estrada Nacional 2, junto ao Quartel dos Bombeiros, Estrada para Lavadouro, Cruzamento em frente à GNR, Rua da Devesa (frente ao café ‘O Familiar’), Entrada do túnel pelo lado do Vale do Grou, Antiga EN2 , junto a Casais da Pereira, e Cruzamento Quinta das Laranjeiras/Fonte Boa.

O Município, Proteção Civil, GNR e Bombeiros Voluntários encontram-se a trabalhar para resolver estas incidências, sendo que, para já, a sua travessia pode apresentar perigo para os automobilistas devido à queda de barreiras e deslizamento de terras.

C/LUSA

Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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