Albufeira de Castelo do Bode. Foto: Jorge Santiago/David Belém Pereira

Não sofreu qualquer alteração a cota da albufeira de Castelo do Bode com a chuva intensa, mas de curta duração, que se registou neste mês de setembro.

A albufeira de Castelo do Bode foi uma das 20 no país que não aumentou o armazenamento de água, segundo os dados do SNIRH – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos. O nível da água, que era de 109,20 m a 10 de setembro, manteve-se exatamente igual 10 dias depois.

Com uma capacidade total de 1 milhão e 95 mil dam³ de água, Castelo do Bode regista nesta altura um volume armazenado de 713 mil dam³, a que corresponde uma capacidade de armazenamento na ordem dos 65 por cento.

Na bacia hidrográfica do Tejo os armazenamentos na terceira semana de setembro apresentam-se inferiores às médias de armazenamento de setembro (1990/91 a 2020/21), o mesmo acontecendo em 10 das restantes 14 bacias hidrográficas.

Neste cenário de seca, apesar da chuva, a produção de azeite a partir do olival de regadio deverá manter a quebra prevista, de 30 por cento. Segundo Gonçalo Almeida Simões, diretor-executivo da Olivum – Associação de Olivicultores do Sul, em declarações à agência Lusa “esta chuva de dois ou três dias não ajudou profundamente, não houve nenhuma alteração de contexto. Precisávamos era que chovesse mais e não aquelas enxurradas de água”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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