ULS Médio Tejo assegura apoio semanal em freguesia de Torres Novas sem médico de família. Foto arquivo: mediotejo.net

De acordo com a informação avançada por Diana Leiria e dado que o número de utentes inscritos no Polo de Chancelaria é mais reduzido, a população terá ao serviço um profissional em dois períodos de consulta, às terças-feiras, de manhã e de tarde.

“Em Assentis são mais utentes e são quatro períodos de consulta de manhã, de segunda a quinta”, indicou a diretora do ACES, relativamente a dois clínicos que entram ao serviço através do programa ‘Bata Branca’.

ÁUDIO | Diana Leiria, diretora executiva do ACES Médio Tejo

Depois de os habitantes de Assentis, Torres Novas, se terem unido numa ação de protesto exigindo a colocação de um médico na extensão de saúde da localidade, numa luta pela “defesa de cuidados de saúde de proximidade e combate à desertificação das aldeias”, a luta parece ter dado frutos.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) havia anunciado à população ter recebido uma carta da Câmara Municipal a garantir a colocação de um médico em Assentis até 1 de outubro.

Diana Leiria, diretora do ACES Médio Tejo. Foto: mediotejo.net

De acordo com a diretora do ACES Médio Tejo, um outro médico deverá entrar ao serviço da população de Assentis no início da próxima semana, dia 9 de outubro. Uma notícia que o presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, já saudou, em declarações ao mediotejo.net, tendo feito notar que a entrada dos dois clínicos deriva do programa ‘Bata Bata’ e “vai colmatar uma falta” naquelas duas freguesias.

ÁUDIO | PEDRO FERREIRA, PRESIDENTE CM TORRES NOVAS:

Tendo em conta o panorama nacional, que espelha um quadro marcado pela falta de profissionais, Diana Leiria realizou um balanço da região do Médio Tejo, tendo destacado as situações que considerou serem mais “críticas”.

“Enumerar Ourém que é um local com muitos utentes inscritos, Sardoal onde não temos médicos de família, mas apesar de tudo temos duas médicas em prestação de serviços e que vão conseguindo dar alguma resposta, mas efetivamente não conseguimos constituir equipas de saúde familiar, por não existirem médicos de Medicina Geral e Familiar”, indicou.

“Mação, não tanto pela dimensão do número de utentes sem médico, porque é um território com relativamente pouca população, mas pela percentagem de utentes que estão sem médico de família, ainda que com a colaboração da Câmara tenhamos conseguido colocar um médico desde o dia 1 de outubro. Destacaria também a UCSP de Abrantes que também precisava muito de ser reforçada. Neste momento são as minhas prioridades”, acrescentou a responsável.

A situação deverá manter-se ao longo dos próximos meses, dado não estar, ao momento, nenhum concurso a decorrer e pelo facto de ainda não terem sido realizados os exames de saída de novos especialistas.

“Penso que o Ministério irá abrir concurso agora no final do ano para a época especial. Mas é época especial, são muito poucos médicos a fazerem exame de saída e depois, na primavera, certamente em março, teremos a época normal de exames, seguida de concurso e esperemos conseguir captar vários recursos para fazer face a esta dificuldade que estamos agora a viver”, concluiu Diana Leiria.

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Mestre em Jornalismo e apaixonada pela escrita e pelas letras. Cedo descobriu no Jornalismo a sua grande paixão.

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