Autocaravanismo (imagem ilustrativa). Créditos: Pixabay

Os terrenos para onde estão previstas duas Áreas de Serviço para Autocaravanas (ASA) no concelho da Chamusca, nas localidades de Arripiado e Chouto, não estão registados em nome do município o que pode colocar em causa o projeto e o financiamento.

Em resposta a uma questão apresentada pelo presidente da União de Freguesias de Parreira e Chouto, Bruno Oliveira, na última sessão da Assembleia Municipal da Chamusca, o presidente da Câmara revelou que, em relação aos dois terrenos, há apenas o contrato de promessa de compra e venda, mas nunca foi feita a escritura do registo das propriedades. Em causa está o largo da feira do Chouto e toda a zona verde do Arripiado.

“Tínhamos a convicção de que estavam registadas em nome do município, existem contratos de compra e venda mas a escritura nunca foi feita”, revelou Paulo Queimado.

São situações que, segundo o autarca, estão a ser revolvidas com a notária, as empresas adjudicatárias e os proprietários.

Reconhecendo que o facto de não haver documentos da prova de posse, está “a criar bastantes constrangimentos”, a situação pode colocar em causa o projeto e a autarquia ver-se na contingência de ter de devolver o dinheiro do financiamento.

O protocolo de colaboração no âmbito do Programa de Ação para o Autocaravanismo, promovido pelo Turismo de Portugal, foi assinado a 29 de setembro de 2020, entre presidente da Câmara da Chamusca e a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Esse protocolo iria permitir a construção de duas Áreas de Serviço para Autocaravanas (ASA) no concelho da Chamusca, nas localidades de Arripiado e Chouto, num investimento total de 102.404 euros, com incentivo de 71.683 euros por parte da Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior.

Em fevereiro de 2020, a Assembleia Municipal da Chamusca aprovou por unanimidade a Declaração de Relevante Interesse Público das Infraestruturas para Auto Caravanismo a instalar no Arripiado e no Chouto. Uma vez que o local previsto para estes projetos se encontra em Zonas de Reserva Agrícola Nacional, foi necessário a Assembleia Municipal da Chamusca aprovar o seu interesse público.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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