O projeto, na ordem dos 40 milhões de euros, contempla uma unidade industrial de engarrafamento de água mineral e um empreendimento turístico em Ulme. Foto ilustrativa: DR

A suspensão parcial do Plano Diretor Municipal (PDM) numa área de 24,76 hectares na Herdade Casal Água da Prata, freguesia de Ulme, foi a solução encontrada pela Câmara da Chamusca para possibilitar um investimento na ordem dos 40 milhões de euros, que contempla uma unidade industrial de engarrafamento de água mineral e um empreendimento turístico.

O processo foi analisado na reunião de Câmara do dia 20 de setembro, em que o presidente explicou que há vários projetos suspensos à espera que o novo PDM entre em vigor, processo que só terá desenvolvimento em 2023. Paulo Queimado revelou que a próxima reunião da comissão de acompanhamento do PDM está marcada para maio de 2023.

Uma vez que o processo de suspensão parcial do PDM é mais rápido, pode demorar cerca de seis meses, o autarca defendeu ser esta a melhor solução para viabilizar o investimento, que, já em maio de 2021, a autarquia reconheceu ser de interesse público.

A Herdade Casal Água da Prata é uma propriedade com cerca de 250 hectares, possui dois furos hertzianos de água denominada de nascente, com características de hipo-salina e silicatada e quantidades disponíveis para o projeto industrial de engarrafamento de água natural de Nascente e empreendimento turístico, segundo os investidores, de nacionalidade francesa.

Em relação ao projeto industrial, envolve um investimento até 40 milhões de euros a ser realizado ao longo de um período de 1 a 4 anos, atingindo uma capacidade instalada total de produção máxima de até 1.230 milhões de garrafas num período estimado entre 2027/2028, em função da quota de mercado atingida, que a empresa se propõe a comercializar visando o mercado externo e interno.

Para esta capacidade máxima de produção, está previsto uma área de implantação máxima até 6,5 ha para a unidade industrial (fábrica e armazém, zonas exteriores e acessos) e 3,5 ha de área máxima, para implantação do terminal de contentores para a referida exportação.

Quanto à unidade hoteleira a implantar numa área aproximada de três hectares, será tipo estalagem, com 25 a 30 quartos, com piscinas no interior e exterior e SPA.

A primeira fase do projeto consiste na montagem da fábrica e instalação de duas linhas de engarrafamento, com uma capacidade total de produção de 600 milhões de garrafas.

No segundo ou terceiro ano, está prevista, uma terceira linha mista de produção de garrafas, acrescentando mais 235 milhões à capacidade instalada.

Ainda segundo o projeto, no quarto ano, está previsto investir-se numa quarta linha de produção.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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