Resitejo, na Chamusca. Foto: DR

A RSTJ (Resitejo), com instalações na Carregueira, Chamusca, conseguiu uma “recuperação financeira significativa” reduzindo para 300 mil euros um défice que se situava nos 3 milhões de euros há cerca de um ano atrás.

A revelação foi feita pelo presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado, que é também o presidente do Conselho de Administração da empresa intermunicipal RSTJ, durante a reunião do executivo chamusquense no dia 22 de novembro, em resposta a um pedido de esclarecimento solicitado pela vereadora Gisela Matias (CDU).

O autarca realça a gestão da RSTJ, “com muito trabalho, muita dedicação e a bater a muitas portas. Não tem sido fácil, tem sido feita uma gestão muito ao cêntimo”.

Na última reunião da administração da RSTJ, os autarcas fizeram uma análise do balancete ao mês e registaram a “almofada significativa” que foi alcançada graças a prestação de serviços e sobretudo ao contrato com a Tratolixo, empresa intermunicipal detida pela AMTRES – Associação de Municípios de Cascais, Mafra, Oeiras e Sintra.

Antes disso, o défice andava à volta dos 3 milhões de euros. Conseguiu-se baixar para pouco mais de 700 mil euros há três meses, segundo Paulo Queimado.

Outra medida tomada para baixar o défice foi libertar todo o parque, vendendo todos os produtos que estavam armazenados em termos de materiais recicláveis como seja plástico, cartão ou papel, por exemplo, ao preço estipulado pela Sociedade Ponto Verde.

Além do encaixe financeiro que permitiu reduzir o défice para cerca de 300 mil euros, esta medida foi tomada também por questões de segurança, para reduzir a carga calórica que poderia potenciar um eventual incêndio. A propósito, o autarca referiu-se ao “complexo sistema” de prevenção e combate a incêndios recentemente instalado nas instalações da RSTJ.

Perspetiva-se para estes últimos dois meses do ano a celebração de mais um contrato entre a RSTJ e um cliente, mas que só deverá ser posto em prática em 2023.

O orçamento da RSTJ para 2023, já aprovado pelo Conselho de Administração, foi submetido aos acionistas na Assembleia Geral de 23 de novembro.

Sucessora da Resitejo, a RSTJ – Gestão e Tratamentos de Resíduos foi constituída em 2019. Abrange mais de 200 mil habitantes de 10 concelhos: Alcanena, Chamusca, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Santarém, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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