Foto ilustrativa: Porto. pt

A Resitejo está a preparar a resposta para a obrigatoriedade, até 2023, da recolha seletiva de biorresíduos porta-a-porta, e a ideia é começar a implementar o processo nos concelhos da Chamusca, Constância, Entroncamento, Golegã, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha. A imposição da União Europeia vai obrigar a uma mudança de hábitos dos cidadãos e a adoção de respostas por parte das entidades responsáveis pela recolha de resíduos.

Paulo Queimado, presidente da Câmara Municipal da Chamusca e da Resitejo, anunciou que, a partir da terceira semana de agosto, se vão iniciar campanhas de educação e sensibilização com vista a valorização de resíduos urbanos em zonas piloto e porta-a-porta com distribuição de material informativo.

Esta ação visa sensibilizar a população abrangida por Zonas Piloto de Recolha Porta-a-Porta (com eventual sistema PAYT – Pay As You Throw – pagar o lixo que se produzir), a implementar pela Resitejo nos concelhos da Chamusca, Constância, Entroncamento, Golegã, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha (cerca de 84 mil habitantes), através de contacto direto.

Uma segunda ação consiste numa campanha de sensibilização massiva destinada à população em geral e não abrangida pelas zonas piloto de recolha porta-a-porta (cerca de 125 mil habitantes). Segundo a candidatura, esta campanha “tem como principal enfoque os princípios de hierarquia da gestão de resíduos, reciclagem, bem como prevenção e redução (reutilização) da produção de resíduos”.

O passo seguinte é a implementação de um novo esquema de recolha seletiva (porta-a-porta), em Zonas Piloto, sistema PAYT com vista ao aumento da recolha seletiva e reciclagem. Os resíduos, separados em cinco recipientes diferentes – vidro, papel/cartão, plástico/metal, biorresíduos e indiferenciados)  são pesados e o cidadão paga consoante o peso desses resíduos, conforme já acontece em alguns países da Europa.

O novo esquema vai ser implementado nos principais aglomerados dos concelhos de Chamusca, Constância, Entroncamento, Golegã e Vila Nova da Barquinha, abrangendo cerca de 43.400 habitantes e 23.730 alojamentos.

Nos casos da Chamusca e da Golegã, o equipamento de deposição assentará em três contentores de 49L de capacidade para cada material seletivo a distribuir por 7589 alojamentos, enquanto nos restantes três concelhos assentará em sacos plásticos (translúcidos e de diferentes cores)

No concelho da Chamusca será implementado ainda uma solução de PAYT baseada em sacos pré-pagos para a recolha indiferenciada (os contentores atualmente existentes serão retirados da via pública).

O projeto prevê a compra de 22.767 contentores individuais (45 litros) para a recolha seletiva porta-a-porta, a sensibilização dos agregados familiares abrangidos e distribuição de contentores e a aquisição de quatro viaturas híbridas e instalação de caixas dotadas de compactação para a recolha seletiva porta-a-porta.

Nas instalações da Resitejo, que entretanto vai dar lugar à recém criada empresa intermunicipal RSTJ, aposta-se no aumento da capacidade operacional da central de triagem, mediante a instalação de uma nova linha automatizada para o fluxo de embalagens, com capacidade de 2,5 ton/hora.

Está previsto o aumento da frota de recolha seletiva, com a aquisição de cinco novas viaturas para a recolha de ecopontos (duas para vidro e três para papel e embalagens) e de três viaturas para a recolha porta-a-porta.

Está a proceder-se ao incremento da recolha seletiva, através da ampliação da rede de ecopontos (mais 630), e da recolha porta-a-porta de papel/cartão, em 450 estabelecimentos comerciais e de serviços.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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