Estão nesta altura cerca de 40 refugiados ucranianos acolhidos pelo município da Chamusca no Edifício de S. Francisco em “ambiente muito familiar”, deu conta o presidente da Câmara em reunião de executivo.
Dos 48 refugiados que o município recebeu na 1ª fase, no dia 15 de março, já saíram 26, mas entretanto chegaram mais 13 através do Alto Comissariado para as Migrações e da Segurança Social.
ÁUDIO | PAULO QUEIMADO, PRESIDENTE CM CHAMUSCA:
Segundo Paulo Queimado, presidente do município da Chamusca, a maior parte dos cerca de 40 refugiados ucranianos que ficaram têm intenção de permanecer no concelho, já têm as crianças na escola, o seu processo de legalização está concluído e encontram-se na fase de aprender português e procurar trabalho.
“Depois do impacto inicial, agora as coisas estão a decorrer de forma muito calma”, garantiu o autarca.
A vice-presidente, Cláudia Moreira, deu conta de alguns pormenores que têm a ver com a integração das crianças na escola, o processo de legalização, as aulas de português, a procura de habitação para o seu alojamento definitivo, entre outros aspetos.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.611 civis, incluindo 131 crianças, e feriu 2.227, entre os quais 191 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.
Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.
