A partir de 1 de setembro, o concelho da Chamusca passa a dispor apenas de dois médicos, revelou o presidente da Câmara na reunião do executivo do dia 17. Preocupado com a situação, Paulo Queimado concretizou que passará a haver um só médico para o centro de saúde e outro para o centro de vacinação “e sem se saber como é que se vai fazer nos fins de semana”.
A situação agravou-se devido ao pedido de mobilidade de uma médica, que foi aprovado, e por estarmos em período de férias. O mais recente concurso para admissão de médicos para a Chamusca, mais uma vez ficou deserto.
Perante a gravidade da situação, o presidente da Câmara falou por telefone com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, a quem pediu uma audiência, articulada com a ARS – Administração Regional de Saúde, com carácter de urgência.
A proposta que o autarca apresentou passa por dois médicos contratados para prestação de serviços, a quem a Câmara disponibiliza habitação.
Paulo Queimado tem reunido com a coordenadora da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, Glória Matias, responsável que se mostra desgastada com tanto trabalho para tão poucos médicos.
O autarca vai mais longe e coloca o cenário, a partir de 1 de setembro, se um dos médicos adoece “ou fecha o centro de saúde ou fecha o centro de vacinação”, o que considera “inadmissível”.

“Vamos tentar encontrar uma solução. Estamos a trabalhar para tentar resolver a situação”, disse o autarca.
