O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado (PS) afirmou que, se não for eleito presidente da nova empresa RSTJ – Gestão e Tratamento de Resíduos EIM, SA, não aceita qualquer outro lugar no Conselho de Administração. A posição foi assumida na reunião de Câmara do dia 19, depois de os dois vereadores da oposição terem abordado o assunto.
Gisela Matias (CDU) e Rui Rufino (PSD-CDS-MPT) questionaram Paulo Queimado sobre uma reunião de acionistas da nova empresa que sucede à Resitejo, na qual o presidente da Câmara do Entroncamento terá exigido ficar na presidência, criticando o autarca da Chamusca.
Paulo Queimado reconhece que foi apanhado de surpresa mas adianta que a lista candidata aos órgãos sociais só ficará fechada antes da escritura pública da empresa, prevista para dia 25.
Garante que se opôs às pretensões do autarca do Entroncamento, apesar de estatutariamente não ser possível que a Chamusca garanta sempre a presidência da empresa, dado que o Tribunal de Contas não o permite.
Para a vereadora Gisela Matias (CDU) este desentendimento entre autarcas pode levar ao fim da discriminação positiva do concelho da Chamusca. “Estamos a perder tudo aos bocadinhos”, acusou.
O vereador Rui Rufino (PSD-CDS-MPT) foi mais longe e lamentou que o desentendimento entre autarcas do mesmo partido venha de dentro do próprio PS.
“Isto deixa-me preocupado e fico triste quando metem o concelho da Chamusca no meio de guerras internas no PS. Se lhe querem fazer a folha (a Paulo Queimado) é uma coisa, mas não prejudiquem a Chamusca”, afirmou com veemência o eleito.
Rui Rufino diz que ficou chocado pela forma como o presidente da Câmara do Entroncamento se dirigiu ao Presidente da CM da Chamusca na referida reunião prévia de acionistas, sem no entanto concretizar que palavras foram proferidas. Acusou o autarca do Entroncamento de falta de educação.
“A RSTJ é um assunto demasiado importante que se ande aqui a brincar com certas coisas. Porque isto é uma cachopice o que estão a fazer e eu não estou para aturar cachopices. Isto não pode voltar a acontecer”, afirmou o vereador social-democrata.
