O Presidente da Câmara da Chamusca, alvo de várias críticas proferidas recentemente por parte de dirigentes de uma instituição social local, defendeu-se e justificou os motivos da insatisfação tornada pública, nomeadamente sobre apoios financeiros alegadamente em falta ao Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC) ao nível do financiamento às obras do centro de dia e verbas ligadas a um protocolo de cooperação da autarquia para apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.
Em declarações ao mediotejo.net, o Presidente da Câmara da Chamusca esclarece que o Município ainda não fez a transferência de 8.500 euros ao Centro de Apoio Social da Carregueira porque a instituição ainda não entregou uma fatura ou uma guia de recebimento para que a Câmara possa transferir a verba.
A 23 de abril, o Município da Chamusca estabeleceu um protocolo de cooperação para apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho na minimização do risco de infeção do novo coronavírus e no apoio aos custos acrescidos para que cumpram todas as orientações e cuidados emanados da Direção Geral de Saúde (DGS). À IPSS da Carregueira caberiam os tais 8.500 euros de um total de 27 mil euros a distribuir por seis instituições. Todas já receberam, exceto a da Carregueira, devido à falta de entrega do referido documento, conforme explicou o Presidente da Câmara.
Mais complexa é a questão do financiamento às obras do centro de dia e, mais tarde do lar de idosos, um processo que tem início há cerca de 20 anos, ainda era Presidente da Câmara, Sérgio Carrinho.
Paulo Queimado confirma que nessa altura foi assinado um protocolo em que a contrapartida pela instalação da empresa Ribtejo – Tratamento e Valorização de Resíduos Industriais no EcoParque do Relvão, na ordem de 1 milhão de euros, seria canalizada para financiar as obras do lar.
A construção sofreu vários reveses com a insolvência das empresas construtoras o que obrigou à paragem das obras. No início do primeiro mandato de Paulo Queimado foi revisto o projeto, procurou-se financiamentos e conseguiu-se que a obra fosse retomada.
As divergências entre os dirigentes do Centro de Apoio Social (CASC) e a Câmara foram-se acentuando e começam a surgir acusações de parte a parte. Paulo Queimado refere, por exemplo, o desaparecimento de autos de medição, alterações ao projeto, outros investimentos como as residências assistidas, que resultaram na não comparticipação e na necessidade de devolução de dinheiro à Segurança Social.
O autarca da Chamusca garante que a Câmara nada deve à instituição e explica que as verbas oriundas da empresa Ribtejo foram também distribuídas por outras IPSS do concelho. Paulo Queimado vai mais longe e desafia os dirigentes do Centro de Apoio Social da Carregueira a acionarem um processo em tribunal para que os juízes decidam quem tem razão.
O mais recente investimento do CASC foi a construção de um lar de idosos, para a qual a instituição estava a contar com uma verba resultante da contrapartida pela instalação de uma empresa no EcoParquee que seria transferida pela Câmara. Horácio Ruivo explica que tiveram de recorrer a créditos bancários para acabar a obra de modo a não perderem o apoio da Segurança Social.
Tanto o Presidente do CASC como o secretário, fazem críticas à Câmara por esta não ter cumprido os compromissos assumidos e de ter ficado com 1 milhão e 200 mil euros, verba que supostamente seria destinada à IPSS. “Até agora não recebemos um tostão”, lamentam.
Se a Câmara considera que já comparticipou aquilo que lhe competia, os dirigentes falam em “visões completamente opostas”, “situações de desconforto” e “desentendimentos” com a autarquia que têm procurado sanar pacificamente.

As declarações do sr. presidente da Câmara Municipal da Chamusca, nomeadamente no que ao subsídio atribuído às IPSS do concelho, no âmbito da aquisição de Equipamento de Protecção Individual (EPIs) devido ao Covid 19, não passam de puras inverdades.
Convido-vos a questionarem as direcções das outras IPSSs sobre o tema, e a efectuarem a “eventual” correcção e desmentido da notícia.
Relativamente às outras afirmações, uma vez que carecem de outro tipo de justificações e documentos para repôr a verdade, deixo para as respectivas instâncias.
De qualquer forma não posso perder a oportunidade para afirmar que: “um político que não fala verdade, não dignifica a classe, nem merece credibilidade”.