A falta de saneamento básico na zona alta da Carregueira, a necessidade de mais despejos de fossas, bem como o lançamento de esgotos para a via pública foram problemas que levaram dezenas de moradores daquela zona a participar na reunião de Câmara da Chamusca no dia 19.
Perante os cinco elementos do Executivo, os moradores exigiram a resolução urgente do problema do saneamento básico, afirmando não se tratar “de uma questão de justiça, mas sim de uma necessidade premente”.
Depois de contactarem a Junta de Freguesia, que não tem responsabilidades nesta área, os moradores decidiram ir à reunião pública da Câmara denunciar o problema.
Relatam haver situações em que os esgotos são lançados na via pública o que provoca maus cheiros. Além disso, sentem-se discriminados porque a parte de baixo da aldeia está servida de saneamento básico e a parte de cima não.
Exigem ainda à empresa Águas do Ribatejo, responsável pelo setor do saneamento, o reforço da limpeza de fossas que atualmente está limitada a três despejos por ano. Antigamente era o trator da Câmara que recolhia os esgotos das fossas, mas agora são as equipas da Águas do Ribatejo, com restrições no número de intervenções.
Um problema “que se agrava dia a dia” e que levou um dos moradores a questionar: “se a Câmara tem conhecimento deste grave problema, se tenciona resolvê-lo e quando?”
O Presidente da Câmara esclareceu que o saneamento básico na zona alta da Carregueira consta do plano plurianual de investimentos da empresa Águas do Ribatejo. Revelou Paulo Queimado que o último reporte do problema foi feito a 5 de fevereiro e a resposta das AR foi que a obra do fecho do saneamento na Carregueira está prevista para os próximos dois anos, ou seja até 2021.

“Vamos envidar todos os esforços para que haja uma alteração ao plano de investimentos e que a Carregueira seja uma prioridade, para se avançar com a terceira fase da rede de saneamento”, prometeu o Presidente da Câmara.
As duas preocupações prioritárias para o autarca passam pela ETAR do Pinheiro, onde são tratados os efluentes da Carregueira, dimensionada para as duas localidades mas que está a trabalhar a um décimo do previsto. Outra preocupação tem a ver com os desníveis no terreno o que obriga à utilização de bombas para elevar os esgotos para a rede de saneamento. Este problema não se coloca na parte alta da aldeia uma vez que os esgotos correm por gravidade.
Explicou ainda que deixou de haver o serviço municipal de limpeza de fossas por questões legais e de exigências técnicas.
Ao mesmo tempo alertou os presentes acerca da ilegalidade de bombar esgotos para os quintais porque isso, além de ser ilegal, pode significar “multas gravíssimas” se o SEPNA atuar.
Paulo Queimado anunciou que a Câmara está a negociar com as Águas do Ribatejo para que o número de limpezas de fossas seja proporcional ao consumo de água e não limitada a três despejos, uma vez que há fossas de diferentes dimensões.
O que é certo é que as equipas das Águas do Centro, em alguns casos, não limpam as fossas na totalidade como era suposto (no máximo retiram 8m3), de acordo com denúncias feitas por alguns munícipes. Por isso, os moradores que dispõem de fossas mais pequenas sentem-se prejudicados com as atuais regras
