João Samouco da Fonseca tinha 87 anos. Foto: DR

Foi sepultado no dia 11, no cemitério da Chamusca, João José Samouco da Fonseca, “figura ilustre do panorama cultural chamusquense”, falecido no dia 10 de maio.

“O seu desaparecimento representa uma grande perda para o património cultural e para a sociedade chamusquense. Mas o seu legado cívico e cultural e a memória da sua obra permanecerão para as gerações vindouras”, realça a autarquia, que endereça “as sentidas condolências à família”.

João Samouco da Fonseca tinha 87 anos (nasceu a 29 de outubro de 1932). “Ficará na memória dos chamusquenses pelas suas contribuições para o património cultural da Chamusca”, destaca a câmara numa nota publicada no facebook.

Publicou vários livros sobre a história da Chamusca e era conhecido pela sua atividade ligada ao teatro. Durante muitos anos foi impulsionador, diretor, produtor e encenador do Grupo Cénico do Montepio União Chamusquense, tendo escrito e encenado várias revistas teatrais. Foi ainda responsável pela fundação, direção e edição da revista literária “Chamusca Ilustrada”, na qual abordava diversos temas do concelho.

Frequentou a Faculdade de Medicina da Universidade Clássica de Lisboa, foi funcionário da Câmara Municipal da Chamusca, concorreu e ingressou no Banco de Portugal, onde fez carreira até 1990, ano em que se aposentou.

Em 2007, a Câmara Municipal da Chamusca aprovou um voto de reconhecimento público a João José Samouco da Fonseca e, em 2009, o seu nome foi atribuído a uma rua da vila.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.