Salomé Rafael e Domingos Saraiva (Foto: mediotejo.net)

O projeto EPR.COLAB, da Associação Eco Parque do Relvão, teve o seu 2° worshop, desta vez com representantes de empresas, no dia 20 de março, no auditório da NERSANT em Torres Novas.

Com este encontro, no qual participaram cerca de 50 pessoas, pretendia-se aproximar as empresas da região na procura de possíveis sinergias, seja através do encaminhamento de materiais ou energia ou a partilha de recursos entre empresas.

Para tal foram feitas duas apresentações com exemplos de simbioses industriais, debateram-se as questões legais relacionadas com a partilha de recursos e organizaram-se sessões de networking entre os representantes das empresas.

Conforme explicou Domingos Saraiva, CEO da Associação Eco Parque do Relvão, ao mediotejo.net, a ideia é descobrir as simbioses possíveis entre as empresas não só do Eco-Parque do Relvão como da região.

Dá como exemplo “a criação de uma comunidade de produtores e consumidores de energia” no Eco-Parque. Para isso “vai ser feito um levantamento para se tentar encontrar uma solução numa perspetiva de autoconsumo ou que as empresas façam cedências das energias que têm em excesso”.

Outro exemplo é o aproveitamento de resíduos que possam ser fornecidos às empresas.

No workshop, os dois casos de sucesso de simbioses industriais foram apresentados pela empresa Terra Fértil, relacionado com a reutilização de fontes de carbono para benefício do composto orgânico, e pela empresa Componatura, sobre circulação de nutrientes na região da Chamusca.

Na primeira apresentação deu-se como exemplo de simbiose o que acontece às cápsulas de café da Nespresso que são recicladas na empresa Terra Fértil. O alumínio segue para reciclagem e as borras de café são transformadas em fertilizante que é oferecido aos produtores de arroz que, por sua vez, entregam pacotes de arroz ao Banco Alimentar.

Este é apenas um exemplo do que pode ser feito a nível das simbioses industriais. E a partilha de recursos entre as empresas, uma das bases da chamada economia circular, pode acontecer a nível logístico, de serviços (vigilância por exemplo), resíduos e energia, entre outras áreas.

Domingos Saraiva anunciou que, na próxima semana será apresentada a segunda candidatura do projeto EPR.COLAB com base nas conclusões do encontro realizado em Torres Novas.

António Lorena, da 3Drivers, além de apresentar o projeto EPR.COLAB, explanou as abordagens legais à partilha de recursos.

O problema das acessibilidades

Presente na sessão de abertura desta “jornada de trabalho”, Maria Salomé Rafael, Presidente da Direção do NERSANT – Associação Empresarial, classificou como “extraordinariamente importante” para a região e para o país o projeto do Eco-Parque do Relvão.

Aproveitou a oportunidade para apelar à conjugação de esforços no sentido de se resolver o problema das acessibilidades ao Eco-Parque. Salomé Rafael disse esperar que no novo quadro comunitário se encontre a solução para o problema da circulação de centenas e centenas de camiões que atualmente não têm as melhores condições de circulação.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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