Chamusca paga a médicos e enfermeiros para se fixarem no concelho. Foto: DR

A Câmara da Chamusca aprovou um Regulamento Municipal de atribuição de incentivos à fixação de médicos e equipas da Unidade de Saúde Familiar do concelho em que se prevê o pagamento de uma verba mensal aos profissionais de saúde. O referido regulamento, que ainda tem de ser submetido a discussão e votação na Assembleia Municipal, define um apoio de mil euros por mês a cada médico que se fixe no concelho, 500 euros para cada enfermeiro e 300 euros para os assistentes técnicos.

Este apoio prolonga-se pelo período por dois anos e impõe como condição que, nos dois anos subsequentes, os profissionais de saúde não peçam mobilidade para outras unidades ou serviços de saúde.

A verba prevista neste programa ronda os 200 mil euros para os dois anos de vigência do apoio, sendo que os profissionais já ao serviço no concelho também vão ser contemplados.

Com esta medida, a Câmara da Chamusca pretende garantir serviços de saúde não só na vila como em todas as extensões de saúde do concelho, algumas das quais estão encerradas por falta de médico.

A vice-presidente Cláudia Moreira (PS) lembrou que “a saúde é um direito fundamental que está consagrado na Declaração Universal dos Direitos do Homem” e que, apesar de não ser uma competência do Município é importante “salvaguardar os interesses da população”.

Também a vereadora Gisela Matias (CDU) lamentou que o município “se tivesse de chegar à frente”, ressalvando que o regulamento “não dá garantia de nada”. Lembrou ainda que “isto é responsabilidade do poder central e é ele que está a falhar redondamente no serviço de saúde às populações”.

A eleita acabou por votar a favor esta “tentativa de resolução de um problema grave que se vem arrastando no concelho”, “em prol da saúde e das populações”.

Numa altura em que se encontra em fase inicial de construção o novo centro de saúde da Chamusca, o presidente da Câmara, Paulo Queimado, espera que, com este regulamento, se consiga cativar os médicos a fixarem-se no concelho, resolvendo um problema crónico dos últimos anos que é a falta de profissionais de saúde.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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