A requalificação da Escola Secundária da Chamusca, empreitada já adjudicada, vai obrigar a deslocar todos os alunos, cerca de 500, para módulos a instalar na pista da escola, ainda sem data prevista. A informação foi prestada pelo presidente da Câmara em reunião de executivo.
Chegou-se à conclusão que, por questões de segurança, era impossível conciliar as obras com o funcionamento das aulas nas mesmas instalações. Nesse sentido, para se tentar resolver “estes problemas acrescidos”, Paulo Queimado adiantou que já se realizou uma primeira reunião entre a Câmara, a Direção do agrupamento e a empresa adjudicatária para se avaliar qual a melhor solução no sentido de se conciliar as obras com o funcionamento das aulas.
Torna-se necessário deslocalizar todos os serviços, refeitórios, instalações sanitárias, bar, áreas técnicas, além das salas de aulas, para módulos a instalar em um ou dois pisos, tendo-se feito uma primeira simulação na área da pista. No entanto, tal só irá acontecer no próximo ano.
A projeção de custos “muito por alto” para esta solução e apenas tendo em conta o aluguer de módulos aponta para uma despesa “muito considerável”, entre os 450 e os 500 mil euros, segundo o autarca.
A requalificação da Escola Secundária da Chamusca prevê “a reabilitação total do conjunto edificado existente, adaptando-o aos critérios funcionais e de conforto contemporâneos, bem como à regulamentação legal aplicável”, conforme se lê no anúncio do concurso.
O preço base da obra é de 4.443.658.20 euros + IVA, o que equivale a 4.710.277 euros, valor bastante acima do inicialmente previsto. O prazo para execução, é de 545 dias, ou seja, cerca de ano e meio.
