Esta iniciativa parte de uma parceria entre a Câmara da Chamusca com as Juntas de Freguesia do concelho. O objetivo passa por “promover e fortalecer o envelhecimento ativo e saudável da população idosa, garantindo igualdade de acesso a oportunidades educativas e culturais de qualidade em todas as freguesias do concelho”, indica o município, em nota de imprensa.
Além disso, este projeto visa “estimular a participação ativa e inclusiva dos idosos no desenvolvimento das suas comunidades”, num conjunto de várias atividades.
Atualmente, a rede conta com “mais de 100 seniores inscritos” das várias freguesias, um número que é expectável aumentar “à medida que o projeto avance”.
As atividades fazem parte de um plano curricular composto por treze disciplinas, sete das quais são de “aulas práticas de duas horas por semana”, e seis de “aulas teóricas de uma hora por semana”.
O plano de aulas práticas é composto pelas disciplinas de Área de Projeto, Artes Performativas, Artes Plásticas e Decorativas, Clube de Jornalismo, Formação Musical, Relaxamento de Movimento e Saúde Nutrição e Bem-Estar. Já no que diz respeito à componente mais teórica, os alunos vão contar com aulas de Ciências e Experiências, Conhecimento e Cultura Geral, Culturas do Mundo, Direitos e Cidadania, Jogos Matemáticos e Raciocínio e, ainda, lições de Tecnologias e Inovação.
A escolha destas disciplinas que fazem parte do plano curricular foi o resultado de “uma consulta feita aos alunos de cada universidade sénior, relevando o facto de querer centrar as prioridades do projeto na vontade e necessidades do seu público-alvo”, lê-se ainda no referido documento.

O presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado, destacou a importância de um “envelhecimento ativo”, e referiu que “a RUSCha faz parte do plano de ação da autarquia para o envelhecimento ativo e que era premente criar um modelo de universidades uniforme que agregasse as Universidades Sénior do Concelho, de forma a garantir a igualdade de acesso a oportunidades educativas e culturais de qualidade em todas as freguesias do concelho, e a estimular a participação ativa e inclusiva dos idosos no desenvolvimento das suas comunidades”.
As disciplinas foram apresentadas pela vereadora Cláudia Moreira, do pelouro da Ação Social, que mencionou o compromisso do município “para com as políticas de envelhecimento ativo”, sublinhando a importância de “adotar estratégias que promovam um envelhecimento ativo e integrado na comunidade”.
“O índice de envelhecimento no Concelho é de 291 idosos para cada 100 jovens, o que torna o envelhecimento ativo uma prioridade indiscutível do Município. Ao investirmos nesta área saímos todos beneficiados e isso inclui a preservação do tesouro de sabedoria, valores e património inestimável que a população mais idosa traz consigo. O conhecimento acumulado ao longo dos anos é um recurso valioso que enriquece a comunidade e que deve ser valorizado e preservado”, refere a vereadora.
A apresentação desta iniciativa contou com a presença de Paulo Queimado, presidente da Câmara Municipal da Chamusca, e dos vereadores Cláudia Moreira e Rui Ferreira, dos presidentes e representantes das Juntas e Uniões de Freguesia do Concelho, com Bru Junça, mediadora de leitura e contadora de histórias, professores, formadores, coordenadores e alunos da RUSCha.
De acordo com a informação enviada no documento, “os números de envelhecimento alertam-nos para uma responsabilidade redobrada nesta área, sendo que, em 2050, pela primeira vez, haverá mais idosos do que crianças menores de 15 anos, e em 2000 já havia mais pessoas com 60 anos ou mais do que crianças menores de 5 anos. O número de centenários aumentará globalmente de 316.600 em 2011 para 3.2 milhões em 2050. Estima-se que haja 55 milhões de pessoas portadoras de demência em todo o mundo e que esse número suba para 78 milhões até 2030 e para 139 milhões até 2050”.
