O painel de azulejos à entrada da Praça de Touros da Chamusca ostenta, em números de grandes dimensões, a data da sua construção: 1919. Prestes a comemorar 100 anos de existência, a Praça, propriedade da Santa Casa da Misericórdia da Chamusca, vai ser palco de comemorações que prometem marcar a temporada tauromáquica.
Pelo menos é essa a intenção do Provedor Nuno Castelão. Durante o colóquio “Toiros em Portugal: Presente e Desafios de Futuro”, realizado na Chamusca no dia 1, anunciou que está a ser constituída uma comissão de honra para presidir às comemorações do centenário da Praça em 2019.
Munido de um livro antigo da Misericórdia, Nuno Castelão relatou alguns pormenores do início da construção da Praça. Há mais de 100 anos, existiam naquele local alguns resquícios de uma antiga praça em que parte dos curros ainda podiam ser utilizados. Contou o Provedor que em 1917 realizou-se ali uma garraiada com momentos rocambolescos em que alguns dos participantes foram parar ao hospital. Certo é que essa garraiada “deu o pontapé de saída” para a construção da atual Praça, em terrenos doados por José Maria Pedroso. O grupo de aficionados avançou com a obra mas não conseguiu pagar a totalidade das despesas acabando por entregar o imóvel à Misericórdia em troca da dívida.

“Passaram por aqui grandes matadores de toiros”, realçou Nuno Castelão anunciando que estão previstas algumas atividades taurinas para comemorar o centenário. É seu desejo que essas iniciativas marquem a temporada e para isso convidou as tertúlias tauromáquicas a participarem nas comemorações.
