Maria Yultsova conseguiu o apuramento ao Campeonato da Europa de Halterofilismo Masters. Foto: CMC

A atleta Maria Yultsova, da Chamusca, alcançou o mínimo exigido para o apuramento ao Campeonato da Europa de Halterofilismo Masters, durante o Campeonato Nacional de Masters, promovido pela Federação de Halterofilismo de Portugal. O município parabenizou a atleta tendo feito notar que Yultsova ainda não possui cidadania portuguesa, condição necessária para competir oficialmente por Portugal em provas internacionais.

A participar a título extracompetição, Maria protagonizou uma prestação que culminou num total combinado de 111 kg, superando com mérito o mínimo exigido para o apuramento ao Campeonato da Europa de Halterofilismo Masters. Uma marca de enorme significado, sobretudo por ter sido alcançada na sua segunda participação oficial na modalidade.

Porém, Maria Yultsova ainda não possui cidadania portuguesa, condição necessária para competir oficialmente por Portugal em provas internacionais. O processo de concessão antecipada de nacionalidade foi submetido e encontra-se atualmente em fase de apreciação.

Segundo informação publicada na rede social do município da Chamusca, “este resultado assume particular relevância não só pelo resultado desportivo, mas pelo exemplo de dedicação, superação e perseverança que Maria Yultsova representa, valorizando o papel do desporto como instrumento de inclusão, saúde e desenvolvimento pessoal ao longo da vida”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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