Ponte da Chamusca com passagem alternada de viaturas pesadas. Foto: mediotejo.net

O problema repete-se sobretudo em dias de nevoeiro na ponte Isidro dos Reis, conhecida popularmente como ponte da Chamusca. O trânsito fica bloqueado quando dois veículos pesados se cruzam no tabuleiro da ponte. Se em dias de maior visibilidade os camionistas são cordiais e só avançam para a ponte quando veem que não há outro pesado em sentido contrário, o caso muda de figura em caso quando há nevoeiro e em que a visibilidade é mínima.

A Infraestruturas de Portugal instalou semáforos nas duas entradas da ponte mas não estão a funcionar, apesar das insistências da Câmara para acionar a semaforização.

A instalação dos semáforos resultou de um concurso de conceção / construção e, pelo que informou o presidente da Câmara na reunião do dia 7 de dezembro, há problemas técnicos na deteção da volumetria das viaturas que impedem o normal funcionamento do equipamento. A IP recusa-se a entregar as chaves dos semáforos à Câmara enquanto não estiver resolvido aquele problema técnico.

Paulo Queimado reforça que o problema não é da responsabilidade do Município, mas sim exclusivamente da Infraestruturas de Portugal. Apesar disso, os serviços de Proteção Civil e a GNR têm acompanhado o problema no local.

Na manhã do dia 7, o nevoeiro e os constrangimentos no trânsito provocaram filas de trânsito de vários quilómetros. Do lado da Golegã, a fila chegava à rotunda do cavalo.

No dia seguinte, a GNR esteve no local, com dois militares em cada lado da ponte, a controlar o trânsito.

Na manhã do dia 7, o nevoeiro e os constrangimentos no trânsito provocaram filas de trânsito de vários quilómetros. Do lado da Golegã, a fila chegava à rotunda do cavalo.

Facto é que a Câmara “tem recebido inúmeras reclamações que reencaminha para a IP”, segundo informou o autarca da Chamusca. Nos serviços camarários têm aconselhado os automobilistas a enviar emails diretamente à IP e ao Ministério do Planeamento.

Paulo Queimado manifesta-se preocupado com o problema, reconhece que dezenas de pessoas são afetadas diariamente, mas diz que neste caso a Câmara faz apenas de elo de ligação com a IP.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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