Ponte da Chamusca, que liga à Golegã, é muito estreita e não permite a passagem de dois veículos pesados em simultâneo. (Foto: mediotejo.net)

Depois das autarquias e dos partidos políticos, é agora a vez dos cidadãos reivindicarem uma nova travessia sobre o rio Tejo na zona da Chamusca. Esta luta, que se tem intensificado nos últimos anos, ganha agora uma nova frente com algumas iniciativas de cidadãos.

Esta semana Sérgio Valador lançou uma petição em defesa de “uma nova Ponte para o concelho da Chamusca”, que já conta com algumas dezenas de subscritores.

“Há vários anos que estamos à espera da construção de uma nova ponte na Chamusca. Aquela que temos não permite que se cruzem dois pesados no seu tabuleiro”, lê-se no texto da petição, numa referência à centenária ponte João Joaquim Isidro dos Reis, localizada sobre o rio Tejo na Estrada Nacional 243 e inaugurada em 1909.

Os subscritores lembram que “a população do concelho da Chamusca aceitou resíduos perigosos nos seus aterros, mas as nossas infraestruturas (ponte da Chamusca e estrada principal) não estão preparadas para receber o transporte desses resíduos”. Está em causa o transporte de resíduos para o Eco-Parque do Relvão, cujas viaturas têm de atravessar a vila da Chamusca ou a centenária ponte, com a impossibilidade de se cruzarem dois pesados em simultâneo no tabuleiro da ponte, situação que se agrava devido à avaria nos semáforos.

No texto da petição relembra-se que “na Assembleia da República todos os partidos compreenderam e votaram para uma resolução. Mas entre PIN’S e bazucas nada é concretizado”.

“Saturados de esperar” estão o povo da Chamusca e de concelhos vizinhos, bem como outros utilizadores individuais ou empresas que usam aquela travessia.

O apelo vai no sentido de que o governo e os órgãos de soberania ajudem a encontrar uma solução. A petição será enviada ao Presidente da República, Infraestruturas de Portugal, Assembleia da República e Primeiro Ministro.

Com cerca de 200 “likes” e o mesmo objetivo, foi criada no Facebook a página “Nova ponte da Chamusca, agora Basta”.

 

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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