Aterro sanitário da Resitejo. Foto: DR

Em resultado das fortes chuvadas dos últimos dias, uma das lagoas de lixiviados da Resitejo, no Eco-Parque do Relvão, na Chamusca, abateu provocando uma descarga poluente durante mais de uma hora. O problema aconteceu na madrugada do dia 8, conforme confirmou o presidente da Câmara na reunião do dia seguinte, na sequência de uma pergunta da vereadora Gisela Matias (CDU).

“Realmente houve um problema na Resitejo em que houve um abatimento de uma das lagoas o que provocou uma descarga considerável, uma hora e tal a escorrer lixiviado”, revelou Paulo Queimado (PS).

O autarca adiantou que “de imediato”, a situação foi reportada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), bem como à GNR que se deslocou ao local.

Presidente da Câmara da Chamusca e da Resitejo (9/3/2021)

Ao mesmo tempo que era reportado às autoridades, o problema “foi reparado de imediato”, garantiu o presidente da Câmara, que é também presidente da Resitejo. Adiantou que as terras mais afetadas pelas descargas foram transportadas para aterro.

No dia seguinte deslocaram-se ao local uma equipa do SEPNA – Serviço de Proteção da Natureza da GNR e a inspeção da IGAMAOT para verificação das condições da lagoa.

“Estamos sem capacidade de retenção de mais lixiviado. Neste momento o tratamento de lixiviado limita-se a 130 m3 por dia que é manifestamente pouco para a quantidade atualmente armazenada”, adianta Paulo Queimado, que lembra estar a decorrer um concurso para tratamento de mil toneladas de lixiviado durante o ano 2021, mas temendo-se que o concurso fique deserto.

A Resitejo tem em vigor um contrato com a Ecodeal, empresa vizinha, para fazer tratamento de lixiviado, mas a sua capacidade atual é de apenas 25m3/dia “o que é manifestamente pouco”.

Lixiviado ou água lixiviante são efluentes líquidos que percorrem através da massa de resíduos urbanos confinada em aterro e que são resultantes da água contida nos resíduos, da água da chuva caída sobre a massa de resíduos ou da infiltração de águas subterrâneas.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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