Cineteatro da Chamusca acolhe 300 alunos numa homenagem ao 25 de Abril com música, literatura e valores. Créditos: CMC

O Cineteatro da Chamusca acolheu uma iniciativa inserida no âmbito das comemorações do 25 de Abril e que contou com a apresentação do livro “A História que um Dia Vais Contar”, da autoria de Pedro Dyonysyo, perante a presença de 300 alunos, do 1.º ciclo e do 5.º ano, do Agrupamento de Escolas do concelho.

Neste espetáculo, criado especialmente para o público infantil, a música e os vídeos transmitidos assumiram o fio condutor do evento, abordando questões como respeito mútuo, união, empatia, esperança e compromisso com um futuro melhor. Durante a apresentação, as crianças participaram ativamente, refletindo sobre valores essenciais, como a paz, a amizade, a sustentabilidade e a coragem.

Destaque para a presença do Capitão de Abril, o tenente-coronel Orlindo Pereira, que relatou, na primeira pessoa, os dias que antecederam a Revolução dos Cravos. O seu testemunho direto proporcionou aos alunos uma verdadeira lição de história e destacou a importância da liberdade e da democracia.

Com o objetivo de preservar esta experiência, foi feita a gravação da música “A História que um Dia Vais Contar” interpretada pelas crianças. Esse registo será editado em vídeo e partilhado com a comunidade educativa. Esta iniciativa pretende valorizar a expressão das gerações mais novas e sublinhar o papel da cultura na construção de uma sociedade mais inclusiva e solidária.

Cada criança recebeu um exemplar do livro, oferecido pelo Município da Chamusca, com objetivo de que a mensagem de liberdade e cidadania perdure muito para além deste dia.

O Município da Chamusca destaca em nota de imprensa que “iniciativas como esta contribuem para transmitir às novas gerações os valores essenciais para o seu desenvolvimento cívico, cultural e humano, proporcionando uma abordagem pedagógica e envolvente para celebrar uma das datas mais significativas da história contemporânea de Portugal”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *