Ao contrário do que estava inicialmente previsto, a obra de requalificação da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e Secundária da Chamusca vai avançar mas por fases, ou seja, edifício a edifício, num investimento global na ordem dos 4.5 milhões de euros. “É o mais sensato. Por vezes temos de dar um passo atrás para dar dois à frente”, justificou o presidente da Câmara em reunião de executivo.
Chegou a estar agendado para essa reunião o tema do aluguer dos módulos de contentores para serem utilizados enquanto decorressem as obras, mas os técnicos, em conjunto com o executivo, chegaram à conclusão que a solução era arriscada, mais onerosa e mais prolongada.
O aluguer de módulos exigia concurso público internacional e implicaria uma despesa de 1 milhão e 700 mil euros, segundo Paulo Queimado.
O autarca frisou a “complexidade da estrutura a montar”, não havendo qualquer empresa no país com capacidade de resposta em tempo útil.
Lembrou ainda que o panorama nacional e internacional também se alterou e as empresas enfrentam problemas de indisponibilidade de pessoal para as obras, entre outras dificuldades que têm vindo a surgir no atual contexto.
Técnicos e autarcas concluíram que era “muito difícil avançar com a obra toda em simultâneo” e, por isso, a proposta é fazer a intervenção de forma faseada, reduzindo-se em cerca de 75 por cento a despesa com os módulos.
O preço base da obra é de 4.443.658.20 euros + IVA, o que equivale a 4.710.277 euros, valor bastante acima do inicialmente previsto. O prazo para execução, é de 545 dias, ou seja, cerca de ano e meio.
