Chouto recebe até domingo Feira de São Pedro e do Chocalho. Foto: DR

A Feira mais antiga do concelho da Chamusca está de regresso à freguesia do Chouto este fim de semana, com concertos de Tanya, Némanus e Miguel Azevedo. A Feira de S. Pedro e do Chocalho, conhecida antigamente por Feira de Levante, começa hoje, dia 24 de junho, e prolonga-se até domingo (26 de junho). Durante três dias não vão faltar espetáculos de música, exposições, atividades desportivas, hípicas e taurinas, gastronomia, folclore, mostras de artesanato e de produtos locais, animação e sobretudo cultura e tradição.

Com organização do Município da Chamusca e da União das Freguesias de Parreira e Chouto, a animação musical está garantida com o concerto de Tania (24 de junho), Némanus (25 de junho) e de Miguel Azevedo (26 de junho). A música promete continuar pela noite dentro no palco S. Pedro, com a presença de Classics Band e do Dj Pedro Galinha, sexta-feira e sábado, respetivamente.

A marcar a noite de sábado estará também a festa da espuma, que promete fazer as delícias dos jovens e de quem na década de 90 era presença assídua nestas festas, que faziam parte do calendário habitual de muitas discotecas portuguesas.

A Feira de Levante e Mercado, considerada uma das atrações principais desta festa, tem lugar no domingo, pelas 08H00 e por lá não vão faltar os típicos chocalhos de todos os tamanhos e com os mais diversos sons, quinquilharias, bugigangas, roupa, artesanato ou fruta, num evento que acaba por ser uma montra das atividades económicas locais.

A Feira mais antiga do concelho da Chamusca

Reza a história que terão sido os pastores e boieiros os primeiros a juntarem-se nesta aldeia, para arranjarem trabalho, por ser altura de ajuste e de chocalhos para o gado, tudo daí derivando.

O dia de S. Pedro era então o dia do seu encontro, e aquele em que eram trocados os chocalhos. A sombra dos sobreiros era igualmente o local onde se acertavam as “comedrias”, ou seja, as condições em que os pastores iam guardar os rebanhos de ovelhas, cabras e ainda as varas de porcos dos seus novos patrões.

Da troca à venda foi um passo, dando lugar aos artesãos e ao comércio de todo o tipo de utensílios para a lavoura, incluindo os baldes e os púcaros de leite, bem como as cardas que então forravam as tamancas, o calçado mais frequente na época.

Feira de São Pedro e do Chocalho de volta ao Chouto com programa para todos

A abertura está marcada para hoje às 20H, segue-se um baile (21H), o concerto de Tanya (22H), uma sardinhada no espaço arraial e a atuação do grupo Classics Band.

O sábado fica marcado pelo II Encontro de Sketchers da Feira de S. Pedro (11H), pelo passeio de motorizadas com receção da Charanga Os Batatas (17H), pela atuação do rancho folclórico ADEPEC, de Vale de Cavalos e do rancho folclórico da Parreira (17H30), pelo jogo amigável de futsal (G. desportivo Choutense x Casal Novo Amor (19H30), pelo baile (21H), pelo concerto dos Némanus (22H30), picaria (00H15), pela atuação do Dj Pedro Galinha e pela festa da espuma (00H30).

O domingo começa com a Feira de Levante e Mercado (08H00), segue-se o passeio de cicloturismo e o 36º prémio de atletismo Feira de S. Pedro 2022 (às 09H e às 09H30 respetivamente), a atuação do grupo musical Vira o Disco (16H30), a missa festiva, seguida de procissão e Bênção dos Dons e dos Animais, em Honra do Apóstolo S. Pedro, acompanhada pela Associação Hípica do Concelho da Chamusca (17H30), o batismo a cavalo para crianças (19H), o baile (20H30) e a fechar três dias de festa o concerto de Miguel Azevedo (21H30).

O Chouto continua a ser assim, no final de junho, um lugar de reencontro das suas gentes. A Feira de S. Pedro e do Chocalho é a festa onde se renovam as energias para recomeçar, de novo, um longo ano de trabalho.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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