Dois projetos aprovados no dia 26 pela Câmara Municipal da Chamusca prometem revitalizar a zona ribeirinha do Arripiado: a remodelação do Cais de São Marcos e o Parque dos Amores Impossíveis, que totalizam um investimento a rondar o milhão e 200 mil euros.
Em relação ao cais pretende-se que seja adaptado a pessoas com mobilidade reduzida para que possam apanhar um barco e usufruir do rio. Trata-se de um projeto único a nível da Península Ibérica, alvo de uma candidatura a uma linha de apoio a turismo acessível.
Em simultâneo, a empresa Tridente, responsável pelas travessias de barco no rio até Tancos e ao castelo de Almourol, apresentou uma candidatura para um barco 100 por cento elétrico e adaptado a pessoas com mobilidade reduzida.

O projeto inicial do Parque dos Amores Impossíveis foi reformulado para que se pudesse reduzir custos de construção e manutenção.
Conforme explicou o Presidente da Câmara, Paulo Queimado, na reunião do dia 26, a ideia é criar um espaço de lazer com bares e esplanadas, parques infantis, zona verde, parque de recreio, spots de contemplação, área de serviço para autocaravanas, procurando-se intercalar na zona ribeirinha espécies arbóreas e conjuntos escultóricos. E quanto a estas esculturas o objetivo é que sejam sensoriais para que, por exemplo, os invisuais possam sentir a arte. Pretende-se criar uma área sensorial dedicada a pessoas com necessidades especiais, associando assim ao projeto do cais para mobilidade reduzida.
Para as proximidades deste local está prevista a criação de um centro BTT, cuja candidatura já foi aprovada.
Em paralelo, há projetos privados em fase de desenvolvimento como seja a abertura de um hostel e de um resort com bungalows, conforme revelou o autarca da Chamusca.
Paulo Queimado considera os dois projetos – Cais de São Marcos e Parque dos Amores Impossíveis – complementares e muito diferenciadores na região. Ambos vão ser alvo de candidaturas, o primeiro através da linha Turismo Acessível e o segundo pela Linha Valorização do Interior.
Em resposta a algumas questões levantadas pelos dois eleitos da oposição (Gisela Matias, da CDU e Rui Rufino, da coligação PSD-CDS-MPT, o Presidente da Câmara frisou que os projetos foram bem recebidos pelo Turismo de Portugal. “Há que aproveitar a oportunidade ou perdemos a corrida”, concluiu Paulo Queimado.
