A Câmara da Chamusca aprovou por maioria, na reunião realizada no dia 30, as Grandes Opções do Plano, Orçamento e Mapa de Pessoal para 2019, que envolvem um montante de 11 milhões e 987 mil euros, ligeiramente acima do anterior orçamento.
“É um orçamento realista e diria até não político”, definiu o presidente da Câmara. No entanto, os argumentos de Paulo Queimado (PS) não convenceram a oposição, com a eleita da CDU, Gisela Matias, a votar contra e o Vereador da coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT, Rui Rufino, a optar pela abstenção.
Ponto por ponto, o presidente da autarquia definiu quais as prioridades de investimento para 2019 e explicou que algumas rubricas do orçamento não têm uma verba expressiva porque estão dependentes da transferência do saldo de gerência que deverá acontecer em abril.
Nessa altura conta-se encaixar mais 3 milhões e 800 mil euros através de uma revisão orçamental, acabando por aumentar o orçamento para 15 milhões e 700 mil euros, aproximadamente.
Paulo Queimado referiu que o orçamento segue a linha do plano estratégico para o concelho 2017-2021, com prioridade para a educação, qualificação do potencial humano e políticas para a juventude.
O documento prevê uma aposta na área de intervenção social tendo em vista o bem-estar e apoio aos mais carenciados e mais velhos, ao mesmo tempo que se procura estimular o empreendedorismo e criação de emprego.
Na área da cultura e da valorização do património, é objetivo continuar a apostar nos eventos de promoção local e na valorização de parcerias com as associações.
Antes do debate sobre as GOP e o orçamento, os eleitos assistiram a uma apresentação multimédia sobre o PARU – Plano de Ação de Regeneração Urbana, ao qual aqueles documentos fazem referência no ponto do ordenamento do território e regeneração urbana. A realização de um estudo sobre o ruído no concelho é um dos objetivos da Câmara para 2019.
Num concelho onde funciona o Eco-Parque do Relvão, as preocupações com a consciência ambiental e a sustentabilidade de recursos é um dos aspetos que consta do orçamento. Em marcha estão alguns projetos de economia circular, de eficiência energética e de recuperação de açudes.
A estrada de acesso à Zona Industrial de Ulme e o projeto de regeneração urbana são consideradas outras duas prioridades e para as quais o presidente da Câmara anunciou o recurso a um empréstimo bancário.
Rui Rufino, da coligação PPD/PSD.CDS-PP.MPT, afirmou não ter nada contra os documentos, mas optou pela abstenção pelo facto de não concordar com as prioridades da maioria.
Para a vereadora da CDU, o documento “mantém a lógica atual deste executivo, de laxismo na condução dos destinos do concelho, apostando numa noção constante de “festa” e entretenimento, ignorando as necessidades prementes de desenvolvimento”.
Na sua declaração de voto onde fundamenta o voto contra, Gisela Matias aponta “lacunas e carência de efetiva gestão financeira planificada e equilibrada”.
As Grandes Opções do Plano, Orçamento e Mapa de Pessoal para 2019 vão agora ser submetidas a análise e votação na Assembleia Municipal, não havendo ainda uma data marcada para a sessão.
