O balcão da Caixa de Crédito da Chamusca na Parreira vai fechar no final do mês de abril. Pelo menos é essa a indicação que foi dada ao presidente da União de Freguesias de Parreira e Chouto pela administração do banco, confirmou o autarca ao mediotejo.net.
Bruno Oliveira teve no dia 30 de março mais uma reunião com os administradores, onde lhe foi confirmada a “decisão irrevogável” de encerramento, tendo como argumentos os números da perda de população e perda de clientes, bem como a diminuição das margens financeiras.
A Junta de Freguesia invoca a importância do serviço de proximidade à população e a história da instituição bancária. Alerta ainda para os eventuais problemas de perda de capital e de clientes que possam surgir com o encerramento desta delegação.
ÁUDIO | BRUNO OLIVEIRA, PRESIDENTE UF PARREIRA E CHOUTO:
“A Caixa de Crédito da Chamusca, é uma instituição de crédito, fundada em 7 de Fevereiro de 1929, sem objetivo de lucro, de interesse público e com gestão privada. É uma instituição que tem associados mas que não distribui dividendos, apresentando antes uma clara vertente social, destinando parte dos seus resultados ao beneficio da comunidade onde está inserida.” Estas bases da instituição bancárias são lembradas por Bruno Oliveira que reforça os transtornos causados aos clientes com o fecho do balcão na Parreira.
A Junta solicitou um parecer jurídico sobre o encerramento e pondera impugnar a decisão tomada unilateralmente pelo Conselho de Administração uma vez que parece carecer de legalidade de acordo com os seus estatutos.
“Receamos que, em caso de encerramento desta delegação, poderá ser o fim desta instituição não apenas na nossa freguesia, mas também no concelho e como instituição bancária tal como a conhecemos hoje”, alerta a Junta de Freguesia.
Em sinal de protesto pelo encerramento, dezenas de clientes já subscreveram um abaixo assinado no qual manifestam a intenção de cancelar as contas na Caixa de Crédito Agrícola da Chamusca. Essas manifestações de vontade, 52 ao dia 30 de março, de encerramento de contas serão entregues à instituição bancária.
O presidente da Junta dá conta do impacto negativo que o fim da delegação na Parreira pode implicar, o transtorno que causa à população e a eventual fuga de clientes para outras instituições bancárias, por exemplo para Alpiarça ou Fazendas de Almeirim.
Apesar de tudo há a promessa de instalação de um terminal ATM que permita fazer todo o tipo de serviço que se faz ao balcão.
