À semelhança do que fizeram outras autarquias, a Câmara Municipal da Chamusca decidiu suspender o atendimento presencial dos serviços municipais e substitui-lo por atendimento via telefone e eletrónico, excetuando casos urgentes e inadiáveis, que tenham feito marcação prévia.
Esta semana, a Câmara reuniu no dia 17 de março, à porta fechada, com interdição de acesso ao público devido à pandemia COVID19. Para colmatar essa ausência, o Município disponibilizou um endereço de e-mail para o envio de questões por parte dos munícipes.
Em comunicado, a autarquia anuncia que está ainda em estudo a possibilidade de que as próximas reuniões do executivo sejam realizadas através de videoconferência, sem a presença dos eleitos no mesmo local.
Na reunião do Executivo foi debatida a questão da pandemia da COVID19 e quais as medidas tomadas pelo Município da Chamusca para conter esta infeção. O Presidente da Câmara Municipal informou o Executivo que foi ativado o Plano de Contingência Municipal para a Infeção pelo Coranavírus-COVID19 e que está em vigor a 1.ª fase do referido plano – a Fase Monitorização, a mais ligeira das fases previstas, e que teve já uma atualização na sequência da declaração do estado de alerta pelo Governo.
Paulo Queimado informou ainda que uma das medidas do Plano de Contingência passou também por colocar alguns dos funcionários da autarquia em regime de teletrabalho. Contudo, para manter a questão da segurança e confidencialidade dos dados, esses funcionários não têm acesso remoto a informações e aplicações do Município através de computadores particulares.
Há ainda um regime misto para funcionários que alternam entre dias de teletrabalho e outros em regime presencial, sobretudo quando as tarefas dizem respeito à fiscalização de obras.
Está também disponível a possibilidade de os funcionários laborarem em jornada contínua, desencontrando os horários para que menos pessoas estejam ao mesmo tempo ao serviço.
Os funcionários da área operacional estão todos em jornada contínua das 8h00 às 14h00.
O Município anunciou esta semana que vai lançar em breve uma campanha de desincentivo à utilização das infraestruturas públicas de lazer e de desporto (parques infantis, polidesportivos) e está a articular com a rede social concelhia uma resposta integrada para apoio aos seniores que se devem manter em isolamento social, por serem uma faixa etária de risco, e que necessitam de ajuda no abastecimento de bens.
Paulo Queimado frisou, contudo, “que esta resposta deverá ser integrada, partilhada e ter regras de saúde pública bem definidas para ser realmente uma ajuda e não um problema adicional”.
