Apresentação do plano. Foto: CMC

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Chamusca (CPCJ) apresentou o Plano Local de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens do concelho da Chamusca 2022 – 2026 (PLPPCJ), intitulado “No Coração dos Direitos”.

“Adélia” é um projeto de apoio à Parentalidade Positiva e à Capacitação Parental, constituindo-se como uma estratégia preventiva para a promoção dos direitos da criança e do jovem, em consonância com a Convenção sobre os Direitos das Crianças, tendo como objetivo a construção de um PLPPCJ.O plano foi elaborado com base no conhecimento da realidade territorial do concelho da Chamusca, no que respeita às crianças, jovens e às suas famílias, tendo como objetivo a promoção de estratégias de apoio a uma parentalidade positiva e responsável.

O plano foi apresentado no dia 6 de junho, no âmbito do projeto nacional Adélia, numa iniciativa promovida e dinamizada pela CPCJ da Chamusca, em parceria com o Município, Fábrica do Empreendedor, Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar da Lezíria do Tejo (PiiCiE LT), Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), Associação Tempos Brilhantes e do projeto de Intervenção Comunitária CLDS – 4G Chamusca Abraça.

A apresentação do plano contou com a intervenção do presidente e da vice-presidente da Câmara Municipal da Chamusca, Paulo Queimado e Cláudia Moreira, respetivamente, de Carla Brogueira, presidente da CPCJ da Chamusca, de Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), de Ana Inverno, coordenadora do Projeto Adélia, da região do Alentejo e a fechar a sessão de Marina Tavares e de Nélia Alexandre, da equipa técnica regional da CNPDPCJ.

“No Coração Dos Direitos é um plano local de todos e para todos. O sucesso da sua implementação só é possível com o envolvimento de todos os parceiros, cuja dedicação e empenho muito reconhecemos”, afirmou Carla Brogueira.

A responsável disse acreditar que podem “contribuir ainda mais para a melhoria da qualidade de vida das crianças e dos jovens deste concelho, através da concretização dos seus Direitos e de uma parentalidade positiva e consciente, elementos fundamentais para o alcance de uma comunidade mais feliz e realizada”, adiantando que “trabalhar na Promoção dos Direitos das Crianças é trabalhar para alcançar uma sociedade mais justa para todos. A manhã foi de partilha, mas também de magia. As crianças fizeram se ouvir e nós sonhamos ao seu lado. As crianças e os jovens do nosso Concelho contam com todos!”

A CPCJ da Chamusca aderiu ao “Projeto Adélia” no final de 2019, num desafio proposto pela CNPDPCJ e, desde essa altura que tem vindo a implementar diversas ações no sentido de delinear o PLPPCJ do concelho da Chamusca 2022-2026.

Segundo a autarquia, o plano assenta em três eixos fundamentais, o primeiro dos quais consiste em “promover a participação das crianças, jovens e famílias, com o objetivo de promover a integração das crianças e jovens em atividades associativas, como ferramenta de intervenção social potenciadora de competências pessoais e sociais, criar e desenvolver espaços de audição e de participação intergeracional, assim como promover oportunidades de acesso a informações relevantes, onde sejam garantidos os direitos e deveres das crianças e jovens, em espaços privilegiados”.

Outro objetivo passa  por “garantir a segurança e proteção das crianças, jovens e famílias, visando prevenir situações de risco e perigo nas crianças e jovens através do desenvolvimento de competências emocionais e sociais, no contexto familiar e social, sensibilizar as entidades com competência em matéria de infância e juventude para o efetivo cumprimento dos Direitos das Crianças e Jovens, assim como promover estratégias potenciadoras de mudança de hábitos e estilos de vida saudáveis”.

Pretende-se ainda “promover a parentalidade positiva e consciente junto de toda a comunidade, com o objetivo de dotar as famílias de ferramentas para o exercício de uma parentalidade mais positiva, consciente e partilhada e capacitar os profissionais das entidades com competência em matérias de infância e juventude, de forma a disseminar práticas de parentalidade positiva e consciente, com enfoque na educação e na intervenção social”.

Para os responsáveis autárquicos, o PLPPCJ do concelho da Chamusca “veio permitir, de uma forma estruturada, conhecer melhor a realidade do concelho da Chamusca ao nível da infância e juventude e definir, de uma forma clara e precisa os eixos de intervenção, numa resposta articulada entre a CPCJ da Chamusca e entidades com Competência em Matéria de Infância e Juventude (ECMIJ)”.

“Nunca somos demais a lutar pelos direitos das crianças, por isso a construção deste plano resulta de um brilhante trabalho multidisciplinar, uma superequipa, que assume o compromisso de agregar a participação de toda a comunidade para trabalhar sobre a prevenção! Prevenir será sempre melhor do que remediar!”, referiu Cláudia Moreira, vereadora com o pelouro da Ação Social. 

Na sua intervenção, Rosário Farmhouse, disse ser “um gosto e um orgulho enorme estar aqui na apresentação do Plano Local de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens do concelho da Chamusca, que mesmo com a pandemia seguiu em frente e resistiu a ventos e marés, assumindo-se, agora, publicamente perante a comunidade do concelho da Chamusca.”

De acordo com a presidente da comissão nacional, “as crianças e os jovens de hoje, enfrentam desafios que as tornam muito frágeis. Exemplo disso é o desafio de violência parental, principalmente quando há separação entre famílias e em que as crianças são tantas vezes usadas como armas de arremesso, entre a raiva de uns e de outros”.

Para o Presidente da Câmara, este plano de ação dá as diretrizes “que todos temos de seguir para colocar em prática a promoção e a prevenção dos direitos das crianças e jovens”.

“Este plano reflete sem dúvida os seus três eixos. Quando olhamos para o PLPPCJ do concelho da Chamusca sabemos exatamente o que todos temos de fazer para colocar este plano em prática da melhor maneira que queremos. Com ele vamos com toda a certeza ter crianças e jovens muito mais protegidos e felizes, na esperança também de que os pais tenham cada vez mais consciência de que também eles os têm de proteger cada vez mais”, sublinhou Paulo Queimado.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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