Foi nas tertúlias da Chamusca que Rui Tanoeiro aprendeu a gostar de fado e a cantá-lo. Ao fim de 14 anos de carreira vai lançar o seu primeiro trabalho discográfico a solo, em nome próprio “Rui Tanoeiro”, com 12 temas de fado, e que teve a produção musical de José Cid e de Pedro Pinhal. Mas o concerto de apresentação do disco, que estava previsto para 15 de março no Cineteatro, foi cancelado devido ao Plano de Contingência para a Infeção pelo Coronavírus-COVID19, sendo que o mesmo irá decorrer em data a anunciar.
No espetáculo, que será reagendado logo que possível, Rui Tanoeiro será acompanhado pelos músicos Pedro Pinhal (viola de Fado), Bruno Mira (guitarra portuguesa), Rui Santos (viola baixo), Tiago Ramos (percussões) e Hélio Vieira (teclados).
Já em 2013, Rui Tanoeiro lançou um livro de poemas que vinha acompanhado por uma maquete com cinco temas, um primeiro trabalho ainda sem o fôlego do novo álbum.
Foram as tradições da Chamusca que o chamaram para o fado. Cresceu nesta vila sempre habituado a ouvir fado nas tertúlias, com amigos, ou não fosse a Chamusca uma “terra de bons músicos, bons fadistas e até referências a nível nacional”, como reconhece o fadista.
Tem tido várias atuações em vários pontos do país, a próxima das quais no dia 11 de março em Santiago do Cacém.
No espetáculo de lançamento do disco vai visitar as músicas do álbum e outros temas que têm marcado a carreira do fadista desde 2006.
Um mês antes da primeira data do espetáculo já tinha mais de meia casa reservada. Rui diz esperar “que seja uma casa cheia, de bom ambiente e boa disposição e que as pessoas apreciem o trabalho”. Mas quem comprou bilhete vai ter de aguardar a marcação de nova data.
Nesta altura aponta como objetivo promover o seu trabalho, “fazê-lo chegar ao máximo de pessoas possível e que o feedback seja positivo”.
Como parte deste objetivo, foi lançado o videoclip do primeiro single “Noites Frias”, disponível nas redes sociais.
