Ceyceyra Medyeval recria passado histórico da aldeia de Asseiceira. Fotos: Zé Paulo Marques

A aldeia de Asseiceira, no concelho de Tomar, recuou no tempo este fim de semana com o ‘Ceyceyra Medieval’, uma recriação histórica sobre o passado de Asseiceira, antiga sede de concelho, hoje sede de freguesia. O evento incluiu a “reconstituição de um burgo medieval, fervilhante de vida”, e um programa com música, dança, arruadas, tabernas, tendas com mercadores, animação de rua e recriações de momentos históricos.

A 8ª edição da ‘Ceyceyra Medieval’ , uma viagem no tempo até à Idade Média, assentou na reconstituição histórica de uma povoação que o rei D. Dinis mandou criar no século XIV, quando, em 1301, ordenou a criação de duas povoações, Ceyceyra e Atalaya (Atalaia), ambas envolvidas em querelas e situadas no território que é hoje o concelho de Tomar.

O tema deste ano, “mantendo o hábito de que cada edição venha na sequência cronológica da anterior”, centrou-se na reconstituição dos tempos em que aquele “era ponto de passagem cobiçado pelos vizinhos”, com enfoque nos acontecimentos que, no início do século XIV, “contribuíram de forma decisiva” para transformar Ceyceyra “de pouco mais que local de passagem numa povoação em franco desenvolvimento”.

Para isso, “o rei mandou sucessivamente criar essas duas póvoas no então caminho real para Tomar e, em seguida, emitiu carta de povoamento para ambas”, em dois episódios históricos que foram recriados no sábado e no domingo, em programa com muitos e diversos momentos de animação.

Fotogaleria de Zé Paulo Marques:

A ‘Ceyceyra Medieval’, que contou com organização da Associação Cultural Recreativa e Desportiva de Asseiceira e o apoio da Junta de Freguesia local e do município de Tomar, começou a realizar-se na sequência das celebrações dos 5.º e 7.º centenários dos forais régios concedidos ao antigo concelho rural.

Texto: Mário Rui Fonseca

Fotos: Zé Paulo Marques

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente na freguesia de Sabacheira, Tomar, militar na reforma, amante da arte da fotografia, gosta de retratar atividades culturais e desportivas para fazer a sua divulgação, colaborando com vários meios na imprensa local. É um amante inveterado dos animais, da natureza, do silêncio e da leitura.

Deixe um comentário

Leave a Reply