A iniciativa tem como objetivo preservar a memória e o património das tropas paraquedistas portuguesas, promovendo os valores de liberdade e democracia, ao mesmo tempo que reforça a atratividade turística do território no âmbito do turismo militar. O investimento total é de 620 mil euros, dos quais 595 mil elegíveis, com um incentivo não reembolsável de 416.500 euros, representando 70% das despesas elegíveis.
O CITP ficará instalado no antigo centro de seleção das tropas paraquedistas, junto à Estrada Nacional 3, no Polígono Militar de Tancos, freguesia de Praia do Ribatejo, espaço que será recuperado e adaptado para acolher o futuro equipamento cultural.
A escolha do edifício, explicou o presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, garante a acessibilidade dos visitantes sem interferir na operacionalidade da unidade militar.
“Isto era um sonho já há anos das tropas paraquedistas. Eles têm um espaço museológico, que se encontra num primeiro andar dentro das instalações militares, mas o objetivo sempre foi torná-lo visível e visitável, sem colocar em causa a segurança da unidade. O antigo centro de seleção, confinante com a EN3, permitiu-nos encontrar a solução ideal”, afirmou o autarca.

ÁÚDIO | FEFNANDO FREIRE, PRESIDENTE CM VN BARQUINHA:
O futuro centro resultará da recuperação de um edifício histórico que atualmente apresenta lacunas expositivas e comunicacionais. A proposta prevê a criação de um espaço interativo e educativo, com recurso a novas tecnologias e a experiências imersivas, que permitirá ao público conhecer a história das tropas paraquedistas desde a sua origem, em 1956, até às missões internacionais mais recentes.

“Este é um projeto pioneiro que procura trazer para a casa-mãe das tropas paraquedistas toda a história e memória, desde as guerras do Ultramar – na Guiné, Angola e Moçambique – até às missões de paz das Nações Unidas, na Bósnia-Herzegovina, no Afeganistão, na Roménia e noutros territórios. O espaço será apelativo, ficará à beira da Estrada Nacional e vem reforçar a estratégia de turismo militar, em articulação com outros projetos como o Castelo de Almourol”, destacou Fernando Freire.
O CITP contará com a participação de várias entidades, incluindo a União Portuguesa dos Paraquedistas, que contribuirá para a criação de conteúdos expositivos, alguns de caráter científico e tecnológico.
Estão previstas experiências imersivas ligadas ao mundo dos paraquedistas, como a simulação de saltos, a envolvência de aeronaves e até a recriação de sensações associadas ao treino e operações de âmbito militar.
O centro integrará sete salas de exposição, com temáticas que evocam os valores e o espírito do regimento: “O homem e o tamanho do seu sonho”, “Tudo é usado para que nada se atreva”, “Tempos difíceis criam homens fortes”, “Se queres a paz prepara-te para a guerra”, “O suor poupa o sangue”, “O céu não é um limite mas o começo”, “Dá-me incerteza e inquietude” e ainda o lema do regimento, “Que nunca por vencidos conheçam”.

Para o presidente do município de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, trata-se de um investimento estruturante que valoriza a memória coletiva e dinamiza o território.

“Estamos a falar de um projeto cofinanciado pelo município, pelo exército e pela associação dos paraquedistas, que visa preservar a história de uma das forças mais emblemáticas das Forças Armadas portuguesas e, ao mesmo tempo, criar um polo de atração turística que contribuirá para a economia local e para a coesão territorial. Este centro vai ser uma referência nacional e internacional na área do turismo militar, com grande impacto na Barquinha e em toda a região”, declarou.
Turismo de Portugal financia 37 projetos turísticos no Interior com mais de 16 ME
O Turismo de Portugal vai financiar, com mais de 16 milhões de euros (ME), 37 projetos turísticos no interior do país, 20 dos quais na região Centro.
“Cada um destes 37 projetos é uma peça fundamental para a construção de um setor mais resiliente, mais sustentável e mais competitivo a nível global. Com este impulso, estamos a capacitar os territórios, neste caso os do Interior, para os desafios do futuro e a garantir que Portugal continua a ser um destino de excelência”, destacou o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.
O Turismo de Portugal assinou na segunda-feira, em Coimbra, contratos de financiamento de 37 projetos turísticos no Interior, cujo apoio concedido, sob a forma de incentivo não reembolsável, ascende a 16,6 milhões de euros, correspondendo a um investimento global de 25,8 milhões de euros.
Os investimentos são realizados no âmbito da Linha +Interior Turismo, que visa reforçar a competitividade e a sustentabilidade do setor em todo o território nacional.
Na sua intervenção na cerimónia, Carlos Abade indicou que estes projetos envolvem mais de 50 concelhos, representando mais de um terço dos territórios de baixa densidade.
“Pensar o turismo é pensar o país, é criar condições para que a vida das pessoas seja cada vez melhor”, alegou.
Na região Centro foram apoiados 20 projetos, totalizando um incentivo de mais de 8 milhões de euros.
Os investimentos abrangem diversas áreas, incluindo o turismo cultural, com a criação de espaços museológicos, e o turismo gastronómico, focado em produtos endógenos como o vinho, a cereja e o pão.
Destacam-se também projetos de turismo de natureza, como a requalificação de parques biológicos e praias fluviais, a par de iniciativas de turismo científico e de promoção da sustentabilidade e mobilidade em redes de aldeias.
Lista de prohetos apoiados na região centro de Portugal:
• Mobilidade Urbana Sustentável e Inclusiva na Rede Aldeias Históricas de Portugal (Aldeias Históricas de Portugal – Municípios de Almeida, Arganil, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda, Sabugal, Trancoso, Fundão e Idanha-a-Nova)
• Expresso do Alto Mondego (Municípios de Fornos de Algodres, Mangualde, Nelas e Gouveia)
• Abrantes – Três Mil Anos com os Azeites (Município de Abrantes)
• Promoção de Acessibilidade e Mobilidade Descarbonizada na Aldeia de Benfeita – Rede Aldeias do Xisto (Município de Arganil)
• Centro Interpretativo do Vinho do Dão (Município de Carregal do Sal)
• Projeto de Requalificação da Praia Fluvial e ASA de Unhais da Serra (Freguesia de Unhais da Serra, Covilhã)
• Centro Interpretativo da Cereja e da Cherovia (Junta de Freguesia do Ferro, Covilhã)
• Aldeia Museu ‘O Coração do Xisto’ (Junta Freguesia de Sobral de São Miguel, Covilhã)
• AGROTECH 4.0 Turismo Científico (Município do Fundão)
• Espaço de Valorização da Gastronomia do Vale do Ceira e Parque de Cerejal (Município de Góis)
• Miradouro da Cortecega (Freguesia de Góis)
• Mêda – Promoção Patrimonial e Turística (Município de Mêda)
• Parque Biológico da Serra da Lousã: um Cartão de Visita Sustentável para a Região (Fundação ADPF – Assistência Desenvolvimento e Formação Profissional, Miranda do Corvo)
• Valorização e Qualificação dos Miradouros do Penedo da Carvoeira (Município de Penacova)
• + Bioparque (União das Freguesias de Carvalhais e Candal, São Pedro do Sul)
• Museu Dª. Amélia (Termalistur – Termas de S. Pedro do Sul)
• Programa de Requalificação da Praia Fluvial da Quinta do Barco (Município de Sever do Vouga)
• Espaço Museológico Sarah Beirão (Município de Tábua)
• Passadiços das Cascatas dos Poios (Município de Vila de Rei)
• Centro Interativo das Tropas Paraquedistas – CITP (Município de Vila Nova da Barquinha)

Agradeço a retificação, no Polígono Militar de Tancos, em Praia do Ribatejo.
Grata
tem razão. retificado. obrigado pelo alerta
Grata pela retificação.
Tudo de bom Mário Rui.
É tempo de dar o verdadeiro nome à localização das coisas. Porque um fogo em Tancos não é no Polígono de Tancos que até tem placa de início e fim na EN 3. As unidades militares estão localizadas no Polígono e nao na povoação de Tancos.