Centro integrado de Ortopedia do CHMT quer reduzir tempos de espera cirúrgica. Foto: CRI

O objetivo para os tempos de espera cirúrgica, “é reduzi-los abaixo do limite dos nove” meses, “mas baixar para os sete ou oito meses”, disse à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, Casimiro Ramos. Segundo dados do Centro Hospitalar, em 2021, os tempos de espera cirúrgica era de 468 dias (cerca de 15 meses) e, em 2022, rondavam os 10 meses (301 dias).

“Efetivamente, a especialidade de Ortopedia é, em muitas unidades hospitalares, podemos dizer, o calcanhar de Aquiles”, disse o presidente do CHMT, que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, tendo indicado que o objetivo para os tempos de espera cirúrgica, que “rondavam quase cerca de dois anos, é reduzi-los abaixo do limite dos nove e dos 12 meses, que no fundo são as referências a que estamos obrigados na contratualização com a tutela, mas baixar para os sete ou oito meses”.

Até ao final de 2023, no âmbito dos objetivos anunciados pelo CRI Orto do CHMT para o trimestre de outubro a dezembro, “62% das consultas vão ser feitas nos tempos máximos de espera de resposta garantida”, quando, em 2022, apenas 3,1% o eram, a par da “resolução integral da lista de espera cirúrgica com mais de nove meses”, quando os mesmos se situavam, em 2021, em 468 dias de espera (cerca de 15 meses) e em 2022 rondavam os 10 meses (301 dias), segundo dados oficiais do CHMT.

Contratualizado para o quadriénio 2023-2026, a equipa “multidisciplinar” que compõe o primeiro CRI do CHMT, liderado por Amílcar Valverde, atual diretor de Serviço de Ortopedia, assegura no plano de atividades “mais cirurgias, mais primeiras consultas, mais consultas subsequentes, e maior acesso pelos utentes a cuidados da especialidade”, indicou Casimiro Ramos.

Amílcar Valverde, diretor do CRI Orto, e Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Adminisitração do CHMT. Foto: CRI

ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CA DO CHMT:

Com planeamento trimestral do CRI, o total de cirurgias programadas do CHMT em Ortopedia para 2023 vai crescer das 1.392 previstas para as 1.511 (mais 119), e assegura “mais 11% de cirurgias de anca feitas nas primeiras 48 horas” e “menos 63% de cirurgias reagendadas, face a cancelamentos”.

Em temos de consultas, os objetivos apontam para um crescimento das 10.471 previstas para as 11.106 (mais 635) das quais 6.588 são primeiras consultas e 4.518 consultas subsequentes.

Casimiro Ramos destacou ainda que a equipa CRI Orto, a par de “mais eficácia e eficiência”, confere à especialidade “mais inovação e desenvolvimento”, fatores que poderão “atrair e fixar” mais profissionais, inclusive com criação de CRI’s em outras especialidades, como sejam a “unidade de diabetes e obesidade e a cardiologia”, exemplificou.

“À medida que a equipa eventualmente venha a ser reforçada por atratividade a outros profissionais, porque o modelo de incentivo é por si uma forma de atrair profissionais e daí a nossa estratégia de queremos implementar mais CRI’s (…) de outras especialidades. então, obviamente, que esta eficácia pode aumentar”, notou.

Outro papel importante do CRI Orto será a promoção do ensino pré e pós-graduado, através da promoção de atividades de formação e de investigação, com o objetivo de aperfeiçoar as capacidades dos profissionais de saúde e de melhorar cuidados prestados aos utentes.

“O CRI Orto vai aumentar a acessibilidade e melhorar os tempos de resposta do SNS, com autonomia, com a responsabilização dos profissionais na gestão dos recursos que asseguram o desenvolvimento das melhores práticas para o CHMT”, indicou Amílcar Valverde, Diretor de Serviço de Ortopedia e do CRI Orto, citado em nota informativa do CHMT.

O responsável acredita que o primeiro CRI da região terá um “efeito de contágio, dentro e fora do hospital. “Toda a orgânica e dinamismo deste CRI poderá ter efeitos em outros serviços, e em outros Hospitais da região que ainda possam encarar com algum ceticismo os CRI. Tudo o que este CRI realizar, organizar, promover, dinamizar, divulgar terá efeitos para além da sua dinâmica, da sua especialidade e para além do CHMT”, afirmou.

Os CRI são estruturas de gestão intermédia dependentes dos conselhos de administração dos hospitais públicos, mas que têm autonomia funcional e que estabelecem um compromisso de desempenho assistencial, económico e financeiro, negociado para um período de três anos.

Como contrapartida, os profissionais de saúde das várias áreas que integram estes centros de responsabilidade têm acesso a vários incentivos, incluindo financeiros, que estão diretamente relacionados com o desempenho alcançado.

Centro integrado de Ortopedia do CHMT quer reduzir tempos de espera cirúrgica. Foto: CRI

Geridos por equipas multidisciplinares de profissionais de saúde, os CRI têm autonomia para definir estratégias e objetivos com o propósito de levar mais e melhores cuidados de saúde às populações, potenciando a capacidade instalada preexistente nos hospitais, reduzindo, assim, as listas de espera.

Paralelamente, a criação dos CRI “potencia a atração e fixação de profissionais de saúde no SNS, sendo que, no caso concreto do CRI Orto do CHMT, o mesmo “desenvolve trabalho multidisciplinar na sua atividade, tendo a colaboração diária das especialidades de Medicina Interna, Fisiatria, Medicina Física e de Reabilitação, Enfermagem, Farmácia, Serviço Social, Assistentes Técnicos e Operacionais”.

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Agência de Notícias de Portugal

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