O Centro Cultural Gil Vicente (CCGV), em Sardoal, foi um dos 18 espaços da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) a receber apoio à programação na segunda edição do concurso promovido pela Direção Geral das Artes (DGArtes). Este apoio traduz-se em 200 mil euros divididos pelos próximos quatro anos de programação (2024-2027) e surge no seguimento de uma candidatura apresentada pelo Município em outubro do ano passado.
O plano de programação denominado “20 anos de Gil Vicente – Novas Rotas para a Cultura” propõe criar novos hábitos e caminhos culturais, oferecendo novas experiências e expressões no palco do CCGV que, em setembro próximo, comemora duas décadas de existência.
“A estratégia assenta na diversidade e qualidade artísticas, com destaque para o teatro, com o objetivo de reforçar e evidenciar a ligação de Gil Vicente ao Sardoal. Neste plano para quatro anos, as outras artes também terão lugar, havendo espaço para cinema, diversidade musical e dança”, indica o município.
Em nota de imprensa, a autarquia indica também que o CCGV será ainda “palco para os artistas locais, com um reforço no apoio às atividades das associações artísticas do Concelho e terão lugar residências artísticas, assim como iniciativas que permitam o desenvolvimento de estratégias de captação e mediação com o objetivo de aumentar o público” no Centro Cultural Gil Vicente.
Estes apoios da DGARTES destinam-se a espaços fora dos concelhos de Lisboa e Porto, que não foram financiados no ciclo 2022-2025, com vista a uma maior descentralização cultural e coesão nacional, assim como uma gestão regular e contínua da sua oferta.
DGArtes vai distribuir 8 milhões de euros por 18 espaços culturais
A Direção-Geral das Artes atribuiu apoio à programação a 18 espaços da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), na segunda edição deste concurso, que vai distribuir oito milhões de euros no total, abaixo dos 10 milhões disponíveis.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, 27 de dezembro, a Direção-Geral das Artes (DGArtes) lembrou que os oito milhões vão ser distribuídos ao longo de quatro anos “num contributo decisivo para assegurar uma gestão regular e contínua da oferta cultural” dos teatros agora abrangidos e que se juntam aos 38 já apoiados em 2022.
“Com esta 2.ª edição do concurso, verifica-se um reforço do apoio à programação dos equipamentos RTCP em várias das regiões NUTS II do país, sendo a região Centro a que teve maior reforço de apoios propostos (10), seguida da região Norte (4), do Alentejo (2) e do Algarve (2)”, pode ler-se no comunicado da DGArtes, que não elenca os teatros apoiados e realça a existência de uma fase de audiência de interessados.
A DGArtes recordou que “as atividades propostas para financiamento, ao abrigo deste programa de apoio, inscrevem-se no domínio da programação, através da concretização de projetos de artes performativas e complementarmente, de cruzamento disciplinar e de artes visuais”, podendo também abranger residências artísticas ou ações de mediação e formação.
Uma vez que o concurso tem um ciclo de abertura bienal, o próximo está previsto para 2025.
O concurso para esta segunda edição do apoio à programação da RTCP abriu em agosto, tendo um montante disponível de 10 milhões.
A esta linha de apoio só se podiam candidatar os equipamentos de fora dos concelhos de Lisboa e do Porto e que não tivessem sido apoiados para o ciclo entre 2022 e 2025.
Com a abertura deste concurso, o investimento global de apoio à programação da RTCP ascendeu a 29 milhões de euros, o que, segundo a DGArtes em agosto, contribui “de forma assinalável para a descentralização cultural e coesão territorial, incentivando um mais amplo acesso às artes”.
Atualmente são mais de 90 os equipamentos que fazem parte da RTCP, 38 dos quais apoiados para programação entre 2022 e 2025.
A RTCP foi criada para combater as assimetrias regionais e para fomentar a “coesão territorial no acesso à cultura e às artes em Portugal”.
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